Agentes comunitários fazem palestra em albergue
Os agentes que trabalham na Justiça Comunitária de Várzea Grande vão fazer uma palestra na tarde desta quarta-feira (28 de agosto), às 13 horas, para as reeducandas que vivem no Albergue Feminino Vida Nova. O objetivo é trabalhar desde já a ressocialização dessas mulheres, para que elas possam ser inseridas ao mercado de trabalho, à sociedade e às suas famílias quando terminarem de cumprir a pena a qual foram submetidas.
Além da palestra, os 19 agentes que atuam no município vão prestar atendimento social e jurídico às famílias das albergadas. “Vamos fazer todo tipo de atendimento, que vai desde os encaminhamentos para retirar a segunda via de um documento, por exemplo, até a abertura de processos para o recebimento de aposentadoria. Nossa proposta é atuar em conjunto com a reeducanda e seus familiares. É muito importante trabalhar essa ressocialização para que possamos evitar a reincidência”, destaca Paulo Dias da Silva, coordenador jurídico e administrativo da Justiça Comunitária de Várzea Grande.
Os agentes vão levar ainda uma assistente social e uma psicóloga para fazer dinâmicas com as reeducandas. A palestra de hoje faz parte de um projeto de valorização das detentas que vem sendo realizado continuamente pela administração do albergue.
“O papel dessa casa é trabalhar 100% a reinserção dessas mulheres. Para isso temos realizado palestras constantes e convidado vários parceiros, como a Justiça Comunitária, os Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos, a Prefeitura Municipal, entre outros. Trabalhamos também com teatro e outras dinâmicas de grupo, que são importantes para o retorno dessas mulheres à sociedade”, destaca a responsável pelo albergue, Benalci Maria de Assunção.
Conforme ela, atualmente 11 mulheres vivem no albergue, esse número, porém, é bastante flutuante. “Aqui todas são tratadas com respeito e dignidade. Elas erraram sim, mas estão pagando por esse erro. Nosso papel é ajudar a recuperar essas pessoas para que elas não pratiquem mais delitos e voltem a ter uma vida normal”, diz Benalci.
Das 11 albergadas 10 já estão no mercado de trabalho. Elas passam o dia trabalhando e retornam à noite para dormir no albergue. Quem ainda não conseguiu trabalho fica o dia com a família. “Algumas empresas têm ligado aqui oferecendo vaga de emprego, isso é muito bom, pois o trabalho é fundamental para elas recomeçarem a vida”, defende a responsável pelo Albergue.
Janã Pinheiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
(65) 3617-3393/3394











