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 23/08/2013   08:40 

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Barra do Bugres tem júri polêmico

 
A Comarca de Barra do Bugres (168 km a Médio-Norte de Cuiabá) realiza, nesta sexta-feira (23 de agosto), o Tribunal do Júri de um caso que ganhou grande repercussão na cidade devido a brutalidade com que ocorreu o crime. É o julgamento de três rapazes Rodrigo Freitas de Oliveira, Eder Marques de Souza e João Marcus Henrique, pelo assassinato do jovem Josué Teixeira da Silva, morto por motivo torpe com 45 facadas em janeiro de 2011.
 
Devido à perda de grande quantidade de sangue, Josué teve choque hipovolêmico, condição na qual o coração é incapaz de bombear sangue suficiente para o corpo. Consta nos autos do processo que Josué foi assassinado durante uma emboscada numa rua deserta, horas depois de uma briga na boate Galpão Gaúcho. Josué nada tinha a ver a desavença na casa noturna e só entrou na confusão para defender seu primo Adriano.
 
Familiares e amigos da vítima se mobilizam para acompanhar o julgamento vestindo camisetas com a foto do rapaz. A sessão será presidida pela juíza Hanae Yamamura de Oliveira Gabriele começa às 8h. A previsão é que o júri dure o dia todo e seja estendido até sábado (24 de agosto). Isso porque serão muitas as pessoas a serem ouvidas, cada um dos três advogados, três testemunhas de acusação e três de defesa, bem como os próprios supostos assassinos. 
 
Conheça os pormenores do caso - Conforme os autos, a briga toda começou na boate quando Rodrigo jogou um copo de bebida em Adriano que era primo da vítima. Por conta disso, eles se atracaram envolvendo também outras pessoas na confusão. Encerrado o conflito, Adriano foi embora para sua casa juntamente com seu primo Josué.
 
Sabendo o local da residência de Adriano, os três réus teriam se armado com facas e ido até a casa de Adriano. Não conseguindo ter acesso a Adriano, eles partiram para a residência de Josué. Eles circularam pelas proximidades até que o encontraram na Rua Buriti, Bairro Jardim Alvorecer. Nesta oportunidade, Rodrigo passou a agredi-lo com golpes de facas, provocando diversas perfurações as quais lhe causaram a morte.
 
Enquanto Rodrigo agredia Josué, João Marcus e Eder teriam cercado o local dos fatos para que a vítima não fugisse. João Marcus e Eder também teriam sido responsáveis por entregar a Rodrigo as facas utilizadas na execução do crime. Rodrigo é réu confesso, pois detalhou os acontecimentos durante audiência de instrução realizada em maio de 2011. Ele alegou legítima defesa. Já João e Eder negam serem co-autores do homicídio.
 
Glaucia Colognesi
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
(65) 3617-3393/3394