Judiciário treina novos mediadores
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O Núcleo de Conciliação e Mediação de Mato Grosso encerrou nesta sexta-feira (20 de setembro) o treinamento de mais uma turma de pessoas aptas a resolver conflitos sociais. Formada por servidores e voluntários (advogados e comunidade) o grupo aprendeu a conduzir as audiências nos moldes da Resolução 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), utilizando até 12 ferramentas visando à humanização do processo.
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Mariana da Costa é advogada em Cuiabá participou do curso e ressalta que aprendeu a enxergar os clientes e a causa de uma forma diferente. “Como profissional a gente trabalha vendo principalmente o interesse jurídico da causa e muitas vezes entra no automático de trabalhar, sem perceber o lado humano por trás daquele processo. Aqui você aprende que primeiro se deve olhar os clientes como pessoas com sentimentos e as demandas como uma questão importante, questão de vida”.
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A advogada explica ainda que, para ela, um dos pontos mais interessantes do curso foi aprender sobre a escuta ativa. “É muito importante você escutar o seu cliente e realmente ouvir o que ele está falando, entender o que ele quer dizer, saber traduzir inclusive os sentimentos. Não é só trabalhar em série”. Ela afirma ainda que futuramente pretende conciliar a carreira de advogada com a de mediadora voluntária na Justiça.
O curso foi ministrado por servidores do Núcleo de Conciliação, dentre eles, a instrutora Waléria Martins. Ela explica que todos os aprendizes saem dali conhecendo o conceito de humanização e pacificação social. “Eles aprendem a resolver conflitos dando às partes a compreensão de que são capazes de solucionar seus problemas sem a judicialização de processos. Mas no caso de ser necessária a adjudicação, é necessário mostrar às partes que esta é uma oportunidade de reconhecer que terão grandes benefícios propostos pela mediação, como, por exemplo, a celeridade, a perenidade do efeito da ação e as custas do processo”, ressalta a capacitadora.
Os alunos aprovados no curso ainda não estão aptos a mediar sozinhos, eles recebem certificado de conclusão de curso e somente depois de participarem de 10 audiências supervisionadas na Central de Conciliação de Cuiabá ou no Núcleo de Conciliação do TJMT é que recebem a carteirinha de mediador. Boa parte dos alunos já manifestou a vontade em seguir no estágio supervisionado a fim de conseguir a permissão.
Keila Maressa/Fotos: Adilson Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
(65) 3617-3393/3394













