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 16/09/2013   16:02 

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Mutirão realiza cerca de 500 atendimentos

 
Hércules Sebastião da Silva, 38, e Mayane Vivan Vieira, 22, conseguiram em meia hora dar início ao processo de divórcio. A conclusão da separação deve demorar ainda dois meses, contra os cerca de quatro anos previstos caso tivessem procurado a justiça comum. Hércules e Mayane estão entre as cerca de 500 pessoas atendidas durante o Mutirão da Justiça Comunitária, realizado no sábado (14 de setembro) em uma escola municipal do bairro Osmar Cabral, periferia de Cuiabá.
 
Dezenas de servidores do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Polícia Civil, estudantes de Direito da UFMT, participaram do evento, que procurava orientar e prestar assistência técnica e jurídica aos moradores do bairro e região. Entre os atendimentos que mais atraíram a população estão reconhecimento de paternidade, separação, divórcio, pensão alimentícia e aposentadoria. A procura também foi grande para confecção de documentos, como carteira de trabalho e RG.
 
Isabela Tainá, 22, é solteira e tem dois filhos. Procurou o Mutirão da Justiça Comunitária para ter acesso ao Programa Bolsa Família. A ficha de atendimento foi preenchida e seria encaminhada nesta segunda-feira (16) para o Cras. “Fiquei surpresa com esse trabalho aqui no bairro, nunca pensei que nós teríamos esse privilégio”, disse.
 
Enquanto os atendimentos prosseguiam, a juíza coordenadora da Justiça Comunitária, Gleide Bispo dos Santos, se reunia com representantes das associações de bairros da região e secretários municipais para tentar resolver alguns dos principais problemas da comunidade, entre eles a falta de estrutura das escolas, asfaltamento e infra-estrutura, além da regularização fundiária.
 
Para a juíza Gleide Bispo, a importância de mutirões como o que ocorreu no sábado consiste em estreitar os laços com a comunidade e aproximar a Justiça do cidadão, que com isso se sente mais protegido. “A mensagem que fica de eventos como esse é que o Poder Judiciário não é inacessível”, destaca a magistrada.
 
O secretário municipal de educação, Gilberto de Gomes Figueiredo, ouviu as reivindicações da comunidade e já marcou uma reunião com as associações de bairro para daqui a 15 dias. Nessa data, os representantes da comunidade terão elaborado uma lista de prioridades, que o poder público buscará atender, dentro das limitações orçamentárias.
 
Presidente da Associação dos Moradores do Osmar Cabral, Clementino Gomes aprovou a reunião com a magistrada e argumentou que o assunto mais importante foi a regularização fundiária. No bairro, mais de 900 famílias não possuem títulos de propriedade, o que causa prejuízos, pois as famílias não podem dar o imóvel de garantia para obter um empréstimo, por exemplo. Há mais de dez anos estamos atuando junto à SAD e ao Intermat, e espero que agora tudo se resolva”, finalizou.
 
 
 
Nadja Vasques
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
(65) 3617-3393/3394