Crianças acolhidas tiveram comemoração antecipada
Um dia com direito a filme, pipoca, cachorro quente, guloseimas, picolé e muita diversão. Cerca de 60 crianças com idades entre cinco e 12 anos, acolhidas no Lar da Criança, Menina dos olhos de Deus e Projeto Vida Nova de Várzea Grande participaram das atividades promovidas pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) na Escola dos Servidores do Poder Judiciário. O corregedor, desembargador Sebastião de Moraes Filho, fez a abertura do evento. “É um dia mais alegre para estas crianças. É obrigação de todos nós acolhermos estes meninos e meninas e proporcionar-lhes momentos melhores. A recomendação foi feita a todos os juízes desta área”, pontuou o corregedor. O desenho: Os Dinossauros trouxe a mensagem de tolerância, amizade e superação. Um dinossauro foi adotado por uma família de macacos. “Conversamos com as crianças sobre isso. Demonstramos que as diferenças podem ser superadas, mesmo em famílias diferentes a vida deve ser bem vivida. Foi muito gratificante organizar este evento e ver a alegrias delas“, disse a secretária-geral da Ceja, Elaine Zorgete Pereira.
A ONG evangélica - Happy Cia fez uma séria de brincadeiras com a garotada. “Nós estudamos, trabalhamos e achamos um tempo para dedicar ao próximo. Acreditamos que no caso destas crianças este tempo seja ainda mais importante. Queremos levar um pouco de alegria para elas”, disse Jefferson Maciel.
A garotada entendeu o recado e aproveitou o dia. J.S M. de 9 anos não piscou os olhos. “Gostei de tudo. Prestei atenção no filme e achei legal aquela família. Os palhaços também foram legais”. E.S. de 10 anos também gostou. “Muito legal. Gostei desde que saímos. Conheci outras crianças e fiz amizade aqui”, disse alegre o menino.
Educador físico do Lar da Criança há oito anos, Marcelo Sá, defendeu a participação de instituições na melhoria da qualidade de vida das crianças acolhidas. “Esse tipo de atividade poderia ser mais rotineira. Outras instituições deveriam se interessar em olhar o próximo”. A coordenadora técnica do Lar da Criança, Cléia Cristina Matos, também ressaltou a importância do evento. “Desenvolvemos várias atividades no Lar, mas sair da instituição é importante também. As crianças precisam se socializar fora do ambiente em que estão acostumadas”, finalizou. Ranniery Queiroz
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