Planejamento Estratégico está sendo finalizado
O Planejamento Estratégico do Poder Judiciário de Mato Grosso, para os próximos seis anos (2015/2020) está chegando na fase final. Na manhã desta quinta-feira (6 de novembro) mais uma etapa foi realizada, durante reunião com os desembargadores, o presidente do Tribunal de Justiça, Orlando Perri, o presidente eleito para o próximo biênio (2015/2016), Paulo da Cunha, membros da equipe de transição e representante da empresa de consultoria 3GEN Gestão Estratégica.Durante a reunião, a 3GEN já apresentou uma versão preliminar do planejamento (missão, valores e visão), além de um mapa estratégico com todos os objetivos que pautarão a atuação do TJ até 2020. “Nesta reunião nós tivemos vários retornos e uma série de sugestões dos desembargadores que serão acrescentadas ao planejamento e validadas na versão final que será levada para a apreciação do Tribunal Pleno ainda na primeira semana de dezembro”, explicou Roberto Campos de Lima, consultor da 3GEN.
O presidente eleito do TJ, Paulo da Cunha, destacou a importância dos desembargadores estarem discutindo a futuro do judiciário mato-grossense. “A demanda da sociedade cresce a cada dia e o Tribunal tem que acompanhar. É preciso abrir as portas para que essas demandas possam chegar até nós é a evolução da sociedade, isso é muito natural. As demandas não são uniformes, elas mudam e nós temos que nos adequar para fazer uma prestação jurisdicional de acordo com o que a sociedade quer receber, daí a importância de ter um bom planejamento”.

Para o consultor da 3GEN, Roberto de Lima, o grande desafio do planejamento é fazer com que o projeto se transforme em indicadores e metas claras, para que as ações possam de fato sair do papel. “Este é o desafio que nós teremos para os próximos seis anos”.
Vários desembargadores apresentaram sugestões, que vão de temas considerados macro, até questões menores, mas que impactam diretamente no dia a dia do Judiciário.
O desembargador Gilberto Giraldelli, por exemplo, sugeriu a criação de uma equipe volante para sanear processos nas comarcas do Estado. “A maioria das unidades judiciais tem um acúmulo de processos que necessitam não só do despacho do juiz, mas de um impulso que não leve apenas o processo de um escaninho para o outro, mas resolva a demanda do começo ao fim. A criação dessa unidade volante iria enfrentar diretamente esse acúmulo de processos. Depois que a equipe volante saneasse os processos de uma unidade ela partiria para outra. O trabalho seria contínuo”.
A reunião com os desembargadores faz parte da segunda fase da construção do Planejamento. A primeira foi o diagnóstico da instituição, realizado por meio de audiências públicas nas 11 comarcas polo do Estado, onde foram ouvidos servidores, magistrados, instituições como Ministério Público, Defensoria, Ordem dos Advogados do Brasil e a população em geral.
Janã Pinheiro
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