Projeto "Estações Terapêuticas" é lançado em VG
Foi realizada na manhã desta quarta-feira (30 de abril), no auditório do Núcleo de Assistência Judiciária do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), a capacitação dos profissionais e acadêmicos que farão parte do Projeto Justiça em Estações Terapêuticas e Preventivas. Resultado de convênio firmado entre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio do Juizado Especial Criminal (Jecrim) de Várzea Grande, Univag e a Prefeitura de Várzea Grande, a iniciativa visa implantar unidades e estações terapêuticas de tratamento, onde os diversos atores do projeto poderão prestar atendimento imediato e integralizado aos usuários de drogas e seus familiares.
Presidente do TJMT, Orlando Perri, explica que a ampliação dos atendimentos da Justiça Terapêutica é necessária, considerando que as estatísticas mostram que 86% dos menores que estão em medida sócioeducativa são dependentes químicos. “O maior flagelo da nossa sociedade é a droga. Precisamos atuar no combate a esse mal. E aí está a grandiosidade desse projeto desenvolvido pela juíza Amini Haddad, que não se preocupa apenas em resolver isoladamente o problema das drogas, mas propõe o envolvimento de toda a família e sociedade nessa luta”, explica. Perri ressalta ainda que o projeto deve ser expandido para outros municípios futuramente.
De acordo com o vice-reitor do Univag, Flávio Foguel, a visão sistêmica é o grande diferencial deste projeto. “Estamos muito contentes em participar dessa iniciativa, pois além de inovadora e humanista, ela oportuniza que nossos alunos aprendam e contribuam com seus conhecimentos para o bem-estar social”. Acadêmicos dos cursos de enfermagem, direito, contabilidade, pedagogia, farmácia, medicina, biomedicina, fisioterapia, nutrição, odontologia, psicologia, serviço social e administração poderão colaborar com o projeto conforme sua área de conhecimento. Os alunos receberão certificado e horas-aulas pela participação.
Amini Haddad, idealizadora do projeto e juíza titular do Jecrim/VG, explica que o “Estações Terapêuticas” foi proposto baseando na alteração da Lei n°11.346/2006, que determina que o tratamento de dependentes químicos deve ser realizado de forma integral. “Vamos além do encaminhamento dos dependentes para internação, a nossa proposta é acompanhar assistencialmente toda a família, verificando outros dilemas como, se a família está dentro do programa Bolsa Família, se as crianças estão matriculadas em alguma escola, se a saúde do usuário está bem, entre outras coisas”, esclarece a magistrada.
Munira Daiane Silva, acadêmica do 6° semestre de Serviço Social do Univag, conta que já teve outras experiências com tratamento de dependentes químicos e que sempre sentiu falta de um atendimento voltado para o contexto familiar. “As famílias costumam estar muito sensibilizadas e também precisam de atenção. Estou muito contente em poder fazer parte de um projeto como este, pois vou poder por em prática conhecimentos e ferramentas que tenho aprendido no curso”, diz a estudante.
Em sua palestra de capacitação, a juíza da Primeira Vara Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, Ana Cristina Mendes, abordou o tema violência doméstica e familiar. “É inevitável tratar desse tema e levar conhecimento prático aos integrantes do projeto, uma vez que o uso de drogas costuma ser fator preponderante da violência doméstica e familiar”, afirma Ana Cristina, que é juíza do Jecrim de Cuiabá.
Coordenador da Comissão Especial sobre Drogas Ilícitas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Marcos Machado, falou sobre a importância do projeto no combate às drogas e ressaltou que embora o projeto ainda esteja em fase inicial, à perspectiva é que ele se torne permanente, tal qual projeto semelhante que já é praticado em Cuiabá.
Mariana Vianna
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
(65) 3617-3393/3394











