Juíza lança campanha de equidade de gênero em SC
A juíza de Mato Grosso Amini Haddad Campos lançou em Florianópolis (SC) a Campanha Nacional Pró-Equidade de Gênero, da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Este é o 5º estado em que a magistrada lança a campanha. O primeiro foi Mato Grosso, depois Fortaleza (Ceará), Brasília (Distrito Federal) e em Vitória (Espírito Santo).
As propostas da campanha foram apresentadas, quinta-feira (1º de maio), durante o XXXIII Encontro do Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito (Conpedi) na Universidade Federal de Santa Catarina. O evento contou com a participação de estudiosos internacionais como da chilena Mirta Gladys Lerena Manzo de Misailidis que hoje atua como professora do curso de mestrado em Direito da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep).
A iniciativa visa conscientizar e acabar com a discriminação em relação às mulheres nos mais variados aspectos. Em pleno século 21, o público feminino ainda é vítima dos mais variados preconceitos e atos de violência tanto no Brasil quanto no mundo. É o principal alvo da violência doméstica e do tráfico internacional com fins de exploração sexual.
Mesmo que não se admita, pesquisas mostram que elas também passam por desvalorização no mercado de trabalho com salários cerca de 30% a 50% inferiores aos dos homens. O comparativo se refere às mulheres e homens que ocupam cargos e cumprem carga horária iguais. Além disso, elas enfrentam barreiras para chegar aos altos postos e para ter acesso às promoções na carreira.
A situação é ainda mais cruel em países do continente africano onde as mulheres têm o clitóris mutilado para que não tenham prazer na relação sexual, bem como na China onde há aborto seletivo de meninas e na Índia onde são rotineiros os estupros coletivos.
A luta da juíza despertou grande admiração e interesse dos presentes. A magistrada, que é diretora da Secretaria de Gênero da AMB, também proferiu a palestra “Direito à Saúde dos Trabalhadores Formais, Informais e na Perspectiva de Gênero – Realidades das Normativas Internacionais na Constituição Federal”.
Glaucia Colognesi
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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