Perri discute metas do Judiciário com juízes
O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, se reuniu na manhã desta quinta-feira (10 de julho) com os juízes do polo de Cuiabá. O encontro ocorreu no Fórum da Capital e reuniu 79 magistrados das comarcas de Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Santo Antônio do Leverger. Assuntos como justiça em números, taxa de congestionamento, justiça gratuita, metas do CNJ e ações da gestão pautaram a reunião.Na oportunidade, Perri lembrou aos magistrados ações que já estão sendo realizadas para melhorar a entrega da prestação jurisdicional. Como exemplo citou a ampliação do número de estagiários de 1070 para 1700, a contratação de juízes leigos, que auxiliam nas audiências e decisões dos processos, ampliação do número de vagas para conciliadores de 150 para 200. Também integram as ações que já estão sendo realizadas, os concursos para ingresso de novos servidores e magistrados e também a capacitação dos servidores e juízes. De acordo com Perri, todas as ações geram resultados positivos e diretos para o jurisdicionado.
"Desde que assumimos, nossa principal preocupação é com a Primeira Instância. Somente neste ano nós investimos mais de 90 milhões no Judiciário Estadual. Uma Justiça melhor é o sonho de todos nós e esta administração conta com a colaboração de cada um dos magistrados para transformar os índices nacionais negativos."
A reunião de hoje antecede a audiência pública que será realizada amanhã (11 de julho) para ouvir o público, autoridades e entidades de classes acerca do Judiciário que querem para os próximos seis anos. "Esta é uma oportunidade dos magistrados ajudarem na construção de um judiciário diferente e melhor. São eles quem estão na ponta, que conhecem as dificuldades e boas práticas implantadas nas comarcas e que geram resultados positivos para a população", disse o presidente.
O juiz Ramon Fagundes Botelho, titular da Comarca de Poconé, pontuou que esta reunião representa a essência dademocracia ao possibilitar a participação dos magistrados na construção das próximas ações do Judiciário. "Nada mais justo que o presidente permitir que possamos participar da construção de metas para o Judiciário. Nós enfrentamos grandes desafios nas comarcas e esta é a oportunidade de expor estas situações para que sejam encontradas soluções".
Da mesma forma pensa a magistrada Amini Haddad Campos, do Juizado Especial Criminal de Várzea Grande (Jecrim). "Nós juízes temos metas e ações que interferem positivamente na celeridade processual oferecendo mais acesso à Justiça e melhora na prestação jurisdicional. Ao ouvir os magistrados, servidores e a população, é instaurada a verdadeira democracia no Judiciário".
No final da reunião, Perri lembrou que é muito importante que os juízes entendam de gestão administrativa, de pessoas e de processos. Segundo o magistrado, de nada adianta os juízes terem vasto conhecimento em leis e normativas se não conhecerem sobre gestão. Ele confirmou ainda que a falta deste tipo de conhecimento é um processo combatido pela gestão com capacitações e MBAs oferecidos gratuitamente pela Escola Superior da Magistratura.
Keila Maressa
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