Comunicação no Poder Judiciário é debatida no CNJ
Divulgar, de forma sistemática, em linguagem acessível e didática, os direitos do cidadão e os serviços colocados à sua disposição pelo Poder Judiciário é uma das principais tarefas dos profissionais que atuam nas Secretarias e Assessorias de Comunicação dos tribunais do país.
Para aprimorar esse serviço, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realiza, nesta terça e quarta-feira (19 e 20/8), o II Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, reunindo profissionais e servidores públicos que atuam na área em todos os tribunais brasileiros. Jornalistas da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso participam do evento.
O encontro atende exigência da Resolução CNJ n. 85, que apregoa que o aprimoramento da comunicação com o público externo deve ser um dos objetivos estratégicos do Judiciário. Gerenciamento de crises, campanhas institucionais exitosas, relacionamento com a imprensa e a integração dos órgãos de comunicação dos tribunais são alguns dos temas das palestras no evento.
Entre os palestrantes, nomes que acumulam experiência na comunicação do Poder Judiciário, como o ex-Secretário de Comunicação do CNJ Marcone Gonçalves e a assessora de Comunicação do Tribunal Superior Eleitoral, Juliana Neiva, além do professor de Assessoria em Comunicação Pública do Centro Universitário de Brasília (Uniceub) e do Centro de Educação Superior em Brasília (IESB) José Forni. A secretária-executiva da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), Maria Raimunda Mendes da Veiga, explicará aos profissionais a nova parceria que será estabelecida com os tribunais para a realização de mediatraining de juízes e desembargadores.
Redes Sociais – Uma das vedetes da comunicação na atualidade, a utilização das redes sociais pelos tribunais, terá um dia inteiro para debate. O segundo dia do evento (20/8) será dedicado ao II Workshop de Redes Sociais do Poder Judiciário. O Brasil é o segundo país com maior número de usuários do Facebook no mundo, ficando atrás apenas dos EUA. Estudos apontam que os brasileiros também estão entre os maiores de outras mídias sociais, como o microblogue Twitter e aplicativo de fotos Instagram.
Profissionais de agências de comunicação e que já atuam na administração de perfis de tribunais vão apresentar cases exitosos e explicar os detalhes de funcionamento dessas redes. “Redes sociais: obrigação ou tendência?”, “Quais esforços valem a pena em redes sociais”, “Como construir linha editorial para redes sociais” e “Webwriting e jornalismo em tempo real” estão entre os temas de palestras do workshop.
Entre instituições do Poder Público, o CNJ é referência mundial na utilização de redes sociais. A repercussão (compartilhamentos, comentários e curtidas) da página do Conselho no Facebook, por exemplo, supera os números alcançados por páginas institucionais mundiais, como Israel Defenses Forces, United States Marine Corps e The White House. Atualmente, a página possui quase 853 mil curtidas.
Waleiska Fernandes
Agência CNJ de Notícias











