Perri adota gestão participativa no Judiciário
Uma gestão participativa, onde juízes e servidores têm à sua disposição um canal direto de comunicação com o presidente, sem intermediários. Este modelo de gestão tem sido adotado pelo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, que mantém dois projetos em andamento, o Conversa com o Presidente (para os servidores) e o Chat com magistrados, que será lançado em breve.
O Conversa com o Presidente funciona desde o início da gestão, que se iniciou em março de 2013. Por meio deste sistema, os servidores enviam e-mails com sugestões, solicitações e reclamações ao presidente. Inicialmente, os e-mails eram respondidos por vídeos gravados e disponibilizados no Portal do Poder Judiciário.
Desde o mês julho deste ano, as perguntas são enviadas por e-mail e respondidas diretamente aos servidores, com as informações solicitadas. Nestes dois meses, foram enviadas 16 dúvidas para o presidente. Todas as manifestações foram lidas pelo desembargador Orlando Perri e respondidas.
Os questionamentos e suas respostas ficam em um banco de informações na página Intranet do Poder Judiciário. Para acessar basta clicar no banner Conversa com o Presidente.
O projeto Chat com os Magistrados já está sendo desenvolvido pela Coordenadoria de Tecnologia da Informação, e será implantado no próximo mês. O desembargador fará um encontro virtual por semana, sempre às sextas-feiras, conversando com os juízes de cada polo sobre as demandas afetas à presidência.
Ouvir é fundamental para a administração, diz presidente
Para o presidente do Tribunal de Justiça, a administração pública deve ouvir a sociedade e ficar atenta às manifestações do público interno, porque são servidores e juízes que fazem a máquina girar.
“Nenhuma pessoa, em qualquer nível hierárquico, deve ser excluída do processo. Devemos incentivar a participação de todos, porque por meio dessa participação conseguiremos o comprometimento de todos com os resultados que apresentamos à sociedade”, disse o presidente, que tem percorrido as comarcas para ouvir servidores e magistrados.
“Esses nossos contatos já trouxeram vários frutos, porque as sugestões de melhorias são anotadas e trazidas para a nossa equipe”, afirmou o desembargador.
O presidente do Tribunal de Justiça disse ter consciência de que a implantação de uma gestão participativa na administração pública é um processo lento, que depende da conscientização de todos os envolvidos, para que se busquem soluções para os problemas conjuntos e não apenas para trazer benefícios individuais. “Sabemos que temos que discutir a questão de remuneração e direitos dos servidores, mas temos que avançar, discutir também soluções e práticas que tragam benefícios para a sociedade”.
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