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 01/08/2014   12:02 

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TJ padroniza rotina dos gestores

Visando padronizar as rotinas de trabalho de toda a Primeira Instância do Poder Judiciário, a Central de Administração do Tribunal de Justiça, em conjunto com a Corregedoria-Geral da Justiça e Escola dos Servidores, entregou nesta quinta-feira (31), em Cuiabá, o Manual da Central de Administração da Primeira Instância do Poder Judiciário aos 79 gestores gerais das comarcas da Capital e do interior.
 
Além de uniformizar as atividades desenvolvidas pela Central de Administração, o manual vai contribuir para uma produção mais eficiente, célere e racionalizada, bem como o aprimoramento pessoal e técnico dos servidores, conforme explica o coordenador da Escola dos Servidores do Judiciário, Levi Salies Filho. “O gestor público tem como função gerir e administrar de forma ética, técnica e transparente a coisa pública. Por isso, nada melhor que padronizar as atividades gerenciais de modo a instruí-los e prepará-los para os obstáculos que eles possam vir a enfrentar”, afirma o coordenador.
 
Dividido em gestão de pessoas, gestão administrativa, gestão judicial, gestão de tecnologia da informação e gestão de infraestrutura, o manual é fruto de longos debates entre a administração e os gestores. Entre os assuntos e dúvidas contemplados pelo manual estão: ingresso no serviço público, estágio probatório, escala de férias, compensatórias, faltas, documentações, gestão financeira, entre outros. O guia atende ao artigo 12 da Resolução 126/2011 do CNJ, que dispõe sobre o Plano Nacional de Capacitação Judicial de magistrados e servidores do Poder Judiciário.
 
Para a gestora do município de São José do Rio Claro, Zenaide Venâncio, “a gestão não é um cargo efetivo e podemos não estar nela amanhã. Por isso, o manual servirá como um suporte fundamental para o dia a dia dos novos e antigos gestores. Parabenizo a administração pela iniciativa de vislumbrar ações voltadas para o amanhã ainda no dia de hoje“, diz Zenaide.
 
Márcio José Felber é gestor da comarca de Juína desde novembro de 2013 e conta que passou por algumas dificuldades logo que assumiu o cargo. “Quando comecei tinha que recorrer aos colegas de outras comarcas para compreender alguns procedimentos, o que demandava um tempo maior na realização das atividades. Com a chegada do manual teremos à mão todas as informações que possamos vir a precisar”, ressalta.
 
Márcio destaca ainda que os cursos de qualificação oferecidos também têm sido de grande importância na formação dos gestores. “Muitas vezes somos levados a dar respostas às situações complexas que exigem diferentes habilidades. Mais que conhecimento técnico precisamos atuar como líderes. E esses cursos têm contribuído bastante nesse sentido. Sinto-me valorizado enquanto servidor com essas iniciativas. Não esperava nada diferente desta gestão”, afirma.
 
O presidente do Tribunal, desembargador Orlando de Almeida Perri, confirma a expectativa do servidor ao dizer que o TJ está procurando pouco a pouco capacitar todos seus servidores. “Ainda há muito a ser feito, mas já demos início restabelecendo os curso de pós-graduações e as qualificações presenciais e à distância. O próximo passo será conquistar bolsas de graduação para os servidores que ainda não fizeram o ensino superior”, ressalta o presidente.
 
Perri salienta ainda que os atuais gestores do Poder Judiciário do Mato Grosso precisam começar a pensar como agentes de mudança. “Mas, para que isso ocorra, será preciso romper, de forma corajosa, com concepções ultrapassadas de cultura organizacional e dar início a um novo processo de construção cultural, mediante novos procedimentos”, reforça.
 
Presente na solenidade, o corregedor-geral da Justiça do TJMT, desembargador Sebastião de Moraes Filho, afirmou que o manual vai auxiliar a dar continuidade aos trabalhos dentro das comarcas, já que nem sempre um servidor permanece no cargo por um período muito prolongado. “O corregedor não trabalha sozinho, a chave mestre do Judiciário são os servidores. Por isso, precisamos implantar uma rotina planejada, dinâmica e eficaz na prestação jurisdicional”, conclui o corregedor.
 
Mariana Vianna
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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