Ir para o conteúdo principal
Selo de Transparência
Logo CNJ

 05/09/2014   14:25 

Compartilhe: 

Judiciário ajuda no resgate de crianças pela arte

Nem só de julgamentos vive o Poder Judiciário, mas de solidariedade também. Prova disso, é que nesta semana um projeto que visa educar as crianças utilizando a música, a pintura e o teatro, ganhou apoio dos magistrados de Mato Grosso para ser edificado. Trata-se da Casa Espírita Lar de Amor, localizada no Jardim Umuarama, bairro localizado na periferia da cidade e conhecido pela falta de infraestrutura e lazer.
 
No local, todo domingo é ensinado o respeito ao próximo, o amor incondicional e ainda um pouco de religião. Pelo menos 50 jovens entre 8 e 14 anos frequentam a Escola da Paz, um dos projetos desenvolvidos pela Casa. De acordo com o vice-presidente dirigente, Afro Stefanini, o projeto existe há oito anos, mas somente há um ano conseguiu a sede do local. A estrutura já foi iniciada, mas precisa de apoio para ser concluída.
 
“Nós queremos ensinar às crianças, por meio da arte, que elas são responsáveis pela própria sociedade. A ideia é substituir o dedo no gatilho, pelo dedo que pode tocar violão ou pintar quadros. Esses jovens têm que saber que eles são agentes transformadores do mundo e são especiais somente por estarem vivos e serem filhos de Deus”, explica Afro.
 
“O papel do Judiciário também é incentivar as boas práticas sociais. Nós temos uma resolução da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso e uma Resolução do Conselho Nacional da Justiça que permite o apoio a estes projetos, desde que apresentados todas as documentações necessárias e também comprovado o trabalho social que é feito”, explica o presidente do TJMT, desembargador Orlando de Almeida Perri.
 
O magistrado destaca ainda que nenhum apoio é oferecido em dinheiro, tudo é oferecido na forma de material de construção ou mão de obra, revertidos de penas pecuniárias impostas às pessoas que infringem à lei.
 
Além destas instituições, existem outras cadastradas e que estão aptas a serem ajudadas. Em Cuiabá, para participar basta procurar a Central de Penas Alternativas, localizada na Segunda Vara Criminal do Fórum da Capital e também ficar atento aos editais de credenciamento de entidades, lançados anualmente pelos Juizados Especiais. No interior, basta procurar os Fóruns para ter informações sobre os editais de credenciamento.
 
A juíza Ana Cristina Mendes, do Juizado Especial Criminal de Cuiabá, afirma que para o Judiciário é muito bom ver tudo que outrora foi um processo judicial ser revertido em solidariedade. “A abertura do Judiciário estadual para este tipo de causa demonstra a modernidade instaurada na instituição pública e ainda contribui para o resgate social de jovens e crianças da cidade”, explica.
 
Keila Maressa
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
(65) 3617-3393/3394