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 08/09/2014   17:24 

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Justiça Comunitária atende cidadão no 1º de Março

A vendedora Leiliane Deomiro Neto é mãe de um garoto de 13 anos que ainda depende da ajuda financeira do pai para alimentação, educação e outras necessidades de um adolescente. No entanto, o ex-companheiro tem deixado de pagar a pensão alimentícia corretamente. Por conta disso, ela foi uma das primeiras pessoas a chegar ao Mutirão da Justiça Comunitária, realizado no último sábado (6), no bairro 1º de Março, em Cuiabá, para buscar orientação jurídica com a equipe do Poder Judiciário.
 
A dona de casa Gracilene Pereira Pires também foi até o evento para ter acesso à assistência social. Moradora do Jardim Umuarama, conta que procurou os serviços do Centro de Referência de Assistência Social (Creas) para fazer cartão do programa Bolsa Família. “Vim de lá até aqui para poder conseguir o atendimento. Aqui é bom porque reúne várias coisas em um lugar só e é muito bom pra comunidade o Judiciário vir até onde estamos porque muita gente tem dúvidas e não tem orientação”, comenta.
 
Para Leiliane a ofertas dos serviços para a comunidade é uma iniciativa louvável, já que não precisou pegar ônibus para ir em busca do atendimento que precisava. “É muito bom o Judiciário estar aqui, do contrário a gente teria que se deslocar até lá”, lembra.
 
Dona Irani Loureiro da Silva, avó de três crianças pequenas, também garante que a ação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso só traz benefícios para a população. “Hoje vim pedir para a Justiça olhar com carinho para a situação da saúde para que melhore os atendimentos nos postos”, comenta.
 
Esse foi o terceiro mutirão da Justiça Comunitária neste ano e disponibilizou para todos os moradores da região serviços gratuitos, como confecção de Carteira de Trabalho, oferta de emprego, cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Bolsa Família, aferição de pressão arterial, orientações sobre as eleições deste ano, conciliação de débitos, além dos atendimentos jurídicos realizados pela turma de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Defensoria Pública.
 
A coordenadora do programa, juíza Gleide Bispo dos Santos, explica que o bairro foi escolhido por estar situado na região norte da Capital e contemplar moradores de outras localidades. De acordo com ela, que realizou audiências públicas para ouvir a população, as principais demandas coletivas do 1º de Março se referem à regularização fundiária e melhorias dos centros comunitários. Já as individuais são voltadas para o Direito da Família.
 
“Nosso objetivo principal é mostrar um Judiciário acessível, que está à disposição da população e está aqui para prestar serviços, se aproximar das pessoas e mostrar que não somos um Poder distante. Além disso, fazer com que a população tenha a oportunidade de discutir seus problemas. É uma questão de cidadania fazer com que a comunidade aprenda a reivindicar os seus direitos”, assegura a magistrada.
 
A presidente comunitária, Regina Lúcia Campos da Silva Santos, ressalta que muitos não conhecem seus direitos e nem sabem como ir em busca deles. Junto a isso, aponta que há outras necessidades. “Hoje o bairro tem cerca de 6 mil pessoas. Aqui falta infraestrutura, pavimentação, rede de esgoto. A iniciativa do Judiciário faz diferença porque às vezes achamos que tudo é burocrático e lento, então vindo os serviços até a comunidade, quem for atendido vai ver que a barreira foi quebrada”, completa.
 
Camila Cecílio
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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