Juíza participa de projeto escolar em Primavera
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi tema da palestra realizada pela juíza Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, da 1ª Vara de Primavera do Leste (231 km ao sul de Cuiabá), no projeto ‘Alda em Campo: Escola Aberta para a Cidadania’. A atividade foi promovida em setembro pela Escola Estadual Professora Alda Gawlinski Scopel, com a finalidade de melhorar a qualidade da educação, promover a inclusão social e fomentar uma cultura de paz entre os alunos e, consequentemente, seus familiares.
Segundo a magistrada, a participação dos alunos foi bastante proveitosa e eles puderam conhecer os direitos e deveres das crianças e adolescentes. “Não esperava que eles tivessem tanto interesse nas questões de leis e direitos. O que mais me chamou a atenção foi que, ao fim da palestra, alguns estudantes vieram tirar dúvidas em particular, outros informaram que pretendem seguir carreira como juízes e que gostariam de visitar o fórum para conhecer melhor o trabalho de um juiz e como funcionam as audiências”, conta Aline Bissoni.
Também foram convidados pelo projeto profissionais de outros segmentos, que conversaram com os alunos sobre assuntos: gravidez na adolescência, alcoolismo, Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids, drogas lícitas e ilícitas, produção de texto, economia doméstica, trânsito seguro, teatro na escola, música na escola, direitos do consumidor, como produzir sem destruir e postura do profissional no mercado de trabalho.
Na semana passada, de 21 a 25 de setembro, o agente da infância e juventude Cosme Pereira de Freitas e a servidora Mara Mendes Moreira Maia foram os convidados da escola para participar do projeto. Eles fizeram palestras e oficinas com os temas homofobia e pedofilia para alunos do ensino médio. “A aceitação foi muito grande, ainda que os assuntos sejam polêmicos, os alunos participaram e demonstraram conhecimento sobre os temas”, avalia Cosme, que participou pela segunda vez da atividade.A diretora da escola, Elisangela Ricci, explica que o projeto é realizado bimestralmente desde 2014 e que vem trazendo bons resultados. “Num primeiro momento, reduzimos o índice de desistências no período noturno, que era a nossa maior preocupação. Depois ampliamos o projeto e passamos a abordar temas sugeridos pelos próprios alunos, que são os principais beneficiários. A partir daí, começamos a convidar profissionais especialistas para participar”, revela.
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