Cejusc concilia conflito de mais de 16 anos
O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania da Comarca de Jaciara (144 km ao sul Cuiabá), por meio de uma audiência de conciliação e mediação realizada na última quinta-feira (12 de novembro), colocou fim a um processo que tramitava na Justiça há mais de 16 anos. O acordo é resultado de algumas horas de sessão de uma ação indenizatória por acidente de trânsito.Esta foi a segunda audiência de conciliação deste caso, mediada pela gestora do Centro, Dionaire Pereira Bueno Vitor, que conversou com as partes e percebeu, segundo ela, que ambos estavam chegando a um consenso. Ela destacou a importância da participação dos advogados de ambas as partes. “Os advogados foram muito parceiros. Como houve uma morte em decorrência desse acidente, a esposa queria indenização porque na época os filhos eram menores. Conversei com as partes, escutei, entendi e orientamos a ouvir um ao outro”, disse.
A gestora disse ainda que a estrutura proporcionada pelo Cejusc, desde humana até a parte estrutural, proporciona um acolhimento, uma segurança àquelas pessoas que chegam para as audiências. “A mesa redonda da sala de conciliação diminui a distância entre todos. As pessoas já entram dispostas a ouvir e a fazer um acordo, querendo conversar, o que já é muito importante”.
O juiz diretor da Comarca de Jaciara, Francisco Ney Gaíva, ressaltou que a conciliação sempre é o caminho e prova disso são esse e outros acordos de muitos anos realizados pelo Cejusc, por meio do trabalho da equipe que lá atua. “São pessoas treinadas, capacitadas para ouvir os anseios das partes. As pessoas hoje chegam para as audiências e ficam mais à vontade para definir o processo. Principalmente na mediação a importância do Cejusc é muito grande, onde a parte, auxiliada por uma pessoa treinada, consegue expor seu ponto de vista e construir um resultado”, disse o magistrado.Segundo ele, a conciliação e mediação são os meios mais rápidos e eficazes para se resolver qualquer questão, seja ela financeira, pessoal, de direito de família, entre outros.
O advogado da parte ré, Márcio Tadeu Salcedo, parabenizou a iniciativa do juízo da comarca que, “através do Cejusc e dos servidores que ali desempenham seu papel, se empenharam para a solução desse processo”.
Já para Maria Isabel Della Valle Obersteiner, que é advogada da parte autora, “o acordo é liberatório. As partes viram a página e partem para uma nova etapa e o resultado é sempre positivo”, afirmou.
Dionaire diz que depois que fez o curso de mediação para atuar nas audiências, ela se sente gratificada em ver o resultado desse trabalho quando as partes saem com seu conflito resolvido. “É maravilhoso tudo isso o que acontece. Essa visão do Tribunal de Justiça diferenciada e voltada para a realidade do país mostra o empenho em difundir a pacificação social. Isso é muito importante”.
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Dani Cunha
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