‘Fale com a Corregedora’ faz 50 atendimentos/mês
O canal direto e interativo entre a população de Mato Grosso e a corregedora-geral da Justiça, desembargadora Maria Erotides Kneip, faz em média 50 atendimentos por mês. De janeiro a outubro deste ano, o ‘Fale com a Corregedora’ registrou 506 contatos via site. A ferramenta pode ser usada para fazer reclamações, elogios, sugestões, solicitação de informações e até denúncias. Para entrar em contato com a corregedora é preciso acessar o site da CGJ-MT (clique AQUI) e, na página principal, clicar no botão de acesso rápido ‘Fale com a Corregedora’, ou entrar acessar diretamente por AQUI. Em seguida é necessário preencher o formulário e enviar. Atenção aos campos com asterisco vermelho - como nome, CPF e telefone, eles são de preenchimento obrigatório.
As informações são recebidas por e-mail pela assessora do ‘Fale com a Corregedora’, Adriana Ferreira de Souza. É ela quem autua, registra, analisa e faz o encaminhamento necessário ao pedido. Em média, a resposta é enviada em 30 dias. Contudo, esse prazo depende do tipo de solicitação, há casos em que são necessários muitos andamentos até que se resolva a questão. Todo o trabalho é supervisionado de perto pela desembargadora corregedora Maria Erotides Kneip.
“O canal é de acesso rápido e aberto para toda a sociedade, qualquer pessoa pode acessar. Mesmo atendendo exclusivamente a primeira instância, sabemos que o importante é ajudar quem nos procura. Por isso, se chega uma demanda referente à segunda instância, encaminhamos para a presidência dar providências”, conta Adriana. A assessora do ‘Fale com a Corregedora’ explica que 90% dos atendimentos são referentes ao andamento processual, mas que também são recebidas reclamações contra notários e registradores, denúncias contra a conduta de magistrados, muitos pedidos de informações e também elogios e sugestões. Segundo a diretora do Departamento de Orientação e Fiscalização (DOF) da CGJ-MT, Nilcemeire Santos Vilela, as principais reclamações contra as serventias extrajudiciais (cartórios) são com relação ao atendimento em geral e à cobrança indevida de emolumentos.
“Quando chega uma comunicação, procuro ter um olhar mais humano sobre o fato, me coloco no lugar do cidadão para atender da melhor maneira possível. É importante saber ouvir e não fazer juízo de valor. Sinto-me no dever de dar uma resposta para essa pessoa que, normalmente, já tentou resolver a questão de outras maneiras”, revela a responsável pelo atendimento.
Credibilidade - O magistrado Paulo Márcio Soares de Carvalho, juiz auxiliar da CGJ-MT responsável pelo ‘Fale com a Corregedora’, explica que disponibilizar um canal de contato direto com o jurisdicionado e demais autores do processo judicial vai ao encontro da política adotada na atual gestão, de garantir celeridade, efetividade e transparência. “Diante da impossibilidade de atendermos pessoalmente, priorizamos um sistema de comunicação virtual”, defende.
De acordo com o juiz, o fato de o canal estar em destaque no site da Corregedoria facilita o acesso e o andamento satisfatório das demandas contribui para o aumento do número de contatos. “Estamos aperfeiçoando os instrumentos a fim de atendermos com eficiência. Para solucionar os pleitos, dialogamos com gestores das comarcas e assessores de gabinete. Quando necessário, ainda contatamos magistrados”, explica. Paulo Márcio Soares de Carvalho destaca que o objetivo da ferramenta não é acelerar o processo e sim averiguar se a tramitação está dentro da razoabilidade. Ele acrescenta que o excesso de trabalho nas varas pode gerar falhas e que, quando detectadas, são resolvidas quase que na totalidade. “Contamos com o apoio da área de Auditoria, que verifica os indicadores processuais e aponta se há ações sem andamentos há mais de 100 dias, conforme orientação do Conselho Nacional de Justiça”, observa.
O resultado é percebido no mesmo canal, pois a pessoa retorna o contato para agradecer e até elogiar. “A credibilidade do ‘Fale com a Corregedora’ faz com que a procura aumente. É uma ferramenta útil para o cidadão e por isso está sendo bastante utilizada também para enaltecer o trabalho da corregedora e dos magistrados”, defende o juiz auxiliar da CGJ-MT.
Histórico – O serviço ‘Fale com a Corregedora’ foi implantado maio do ano passado, com a publicação do Provimento nº 36/2014-CGJ. De acordo com o documento, a finalidade da ferramenta é a comunicação fácil e rápida com o usuário dos serviços judiciários.
Ana Luíza Anache
Assessoria de Comunicação CGJ-MT
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