PJe: servidores de Câmaras passam por treinamento
Como etapa do plano de expansão do PJe, os servidores da Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo, Terceira e Quarta Câmaras Cíveis de Direito Público estão participando de treinamento ofertado pela Coordenadoria de Tecnologia da Informação em parceria com a Escola do Servidores, ministrado nos dias 16, 18 e 19 novembro, no período da manhã.Os servidores elogiaram a iniciativa. “Eu particularmente acho o treinamento necessário, porque é o momento de aprender e tirar dúvidas. Estou achando ótimo, até mesmo porque na minha avaliação o PJe é fantástico. Ele vai reduzir o trabalho dentro das secretarias e dar mais celeridade processual. É uma ferramenta excelente”, afirma a servidora Carla Martins Arcanjo, diretora da Quarta Secretaria Cível.
Para ela, o PJe vai reduzir a burocracia no trâmite processual, dar dinamicidade e rapidez. “Como é uma ferramenta nova, no começo podemos ter algumas dificuldades, mas acredito que serão poucas, porque estamos conseguindo sanar muitas dúvidas no treinamento. O PJe é um caminho sem volta, acho que devemos acompanhar essas mudanças, o Judiciário tem sim que inovar e se modernizar sempre”.
Quem também está gostando do curso é a servidora Ângela do Carmo, diretora da Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo. Esta será a primeira vez que a servidora irá trabalhar com esta nova ferramenta. “A capacitação está excelente e o instrutor é bastante didático. Acho o curso bastante válido. Tem uma série de pormenores na ferramenta que só no dia a dia vamos descobrir e poder sanar eventuais dúvidas. Já foi disponibilizado no site do Tribunal um manual sobre o PJe para nos auxiliar, mas é claro que cada secretaria tem suas peculiaridades e muitas coisas terão que ser adequadas quando estivermos usando o sistema”.
Para o instrutor Rosivaldo Rodrigues, é importante que todos conheçam como o sistema funciona, para saber como operacionalizá-lo. “Essa capacitação é para que todos aqueles que vão utilizar a ferramenta tenham uma boa noção do sistema, saibam como incluir um documento e mudar o processo de uma tarefa para outra. Além disso, no momento de pedir o suporte eles saberão o que pedir”.Ele explica que com as Varas de Fazenda Pública e de Execução Fiscal, de Cuiabá, trabalhando com o PJe, os recursos passarão a subir para a Segunda Instância também pela via on line, daí a necessidade de os servidores que trabalham nas secretarias para onde os recursos são encaminhados serem capacitados. “Esses processos da Fazenda Pública e da Vara de Execução Fiscal caem normalmente em alguma dessas câmaras. Hoje os processos vêm de modo físico, como o PJe já está implantando nestas varas, em Cuiabá, queremos evitar exatamente isso. Tudo virá pela via on line e não mais pelo meio físico, o que irá facilitar o trabalho”, explica o instrutor.
O PJe, criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e desenvolvido por meio de uma extensa rede de governança que conta com a colaboração de magistrados e servidores de todos os ramos da justiça brasileira, possibilita mais celeridade e inteligência na tramitação processual, que passa do meio físico para o meio eletrônico, resultando em economia e agilidade no andamento dos processos. Atualmente instado em 25 unidades judiciárias de Primeira Instância, a plataforma conta com 17 mil processos em tramitação no Estado de Mato Grosso.
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Janã Pinheiro
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