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 01/12/2015   15:42 

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Justiça pela Paz em Casa é aberta em Sinop

Sinop (500 km de Cuiabá) foi a comarca escolhida para lançamento da terceira fase da campanha Justiça pela Paz em Casa, na segunda-feira (30 de novembro), em Mato Grosso. Idealizada pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, a campanha é realizada pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) e pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher) com objetivo de firmar um novo paradigma no lar brasileiro, de uma cultura de paz, respeito mútuo e igualdade.
 
Autoridades do Judiciário, Executivo, Legislativo, Defensoria Pública, Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - subseção Sinop - estiveram presentes na abertura do evento, no Centro de Eventos Dante de Oliveira. A corregedora-geral da Justiça, desembargadora Maria Erotides Kneip, destacou a relevância da participação de todos os setores públicos e da sociedade no combate à violência contra a mulher. "Enquanto uma mulher for agredida, todas as mulheres sentirão a agressão. A violência doméstica e familiar é inaceitável”, afirmou.
 
A líder da campanha e responsável pela Cemulher, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, ressaltou a importância da magistratura se engajar nas ações sociais. "A atuação da Justiça é de pacificação social. A liderança comprometida com os direitos humanos é imprescindível ao enfrentamento da violência contra a mulher", defendeu. A desembargadora ainda relembrou as ações sociais desenvolvidas enquanto juíza da Vara de Família em Rondonópolis e enfatizou que trabalhos sociais são formas de conscientização pública à superação dessas mazelas.
 
Durante o evento, houve a assinatura do Termo de Cooperação técnica entre faculdades do município e o Judiciário, com a finalidade de oferecer atendimento às famílias com histórico de violência. A coordenadora local da campanha, juíza Débora Caldas, ressaltou o envolvimento de todos os setores para o combate dessa triste realidade. "A luta pelo fim da violência deve ser de todos nós. Quem agride a mulher, agride a família inteira", frisou.
 
Em seguida, a juíza Amini Haddad, diretora da Secretaria de Gênero da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e representante do Capítulo Brasileiro da International Association Of Women Judges (CBIAWJ), proferiu palestra sobre ‘A história do totalitarismo cultural de desvalor do feminino’. Segundo a magistrada, essa cultura "tem enraizado as piores violações de Direitos Humanos em todo o mundo. As estatísticas são amostras dos prejuízos da hierarquização entre homens e mulheres. O respeito é imprescindível à mudança cultural, simboliza o reconhecimento do outro em sua humanidade e, portanto, em dignidade".
 
Na sequência, a juíza Angela Gimenez, da 1ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, falou sobre ‘Guarda Compartilhada’, destacando "ser imprescindível o reconhecimento do direito dos filhos na convivência com os pais e mães”. Para ela, esse binômio é essencial para a humanidade em sua completude.
 
Atividades – A campanha está em andamento nas 79 comarcas de Mato Grosso, durante toda a semana. Em Sinop, de 1º a 3 de dezembro, haverá atendimento gratuito às mulheres na sede da OAB e pauta aberta para procedimentos de Direito de Família (divórcio, regularização de guarda, alimentos etc) no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc).
 
 
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Ana Luíza Anache
Assessoria de Comunicação CGJ-MT
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(65) 3617-3571/3777