Poder Judiciário renova a frota do SAI
O Poder Judiciário de Mato Grosso renovou a frota do Serviço de Atendimento Imediato (SAI) em Cuiabá e Várzea Grande e expandiu o serviço para a Comarca de Rondonópolis (a 212 km da capital). As chaves dos novos veículos foram entregues simbolicamente na tarde de quinta-feira (3 de dezembro) pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Paulo da Cunha, ao presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, desembargador José Zuquim Nogueira, e ao juiz responsável pelo SAI, Mário Roberto Kono.
“É com satisfação que passo às suas mãos as chaves das vans que ajudarão, e muito, a melhorar a qualidade dos serviços prestados pelo SAI à sociedade”, afirmou o presidente ao desembargador José Zuquim. Seis novas viaturas foram adquiridas, sendo quatro para a Grande Cuiabá e duas para Rondonópolis, a primeira comarca do interior a contar com atendimento móvel em casos de acidentes de trânsito sem vítimas. O SAI é vinculado aos Juizados Especiais e, ao ser acionado por telefone (65 9982-8282 ou 9982-8383), vai ao local do acidente para intermediar o acordo entre as partes envolvidas por meio de técnicas de conciliação. O veículo possui toda a estrutura necessária - notebook, impressora, mesas e cadeiras - para atender e realizar o acordo. Em média, são realizados de 150 a 180 atendimentos por mês, em Cuiabá e Várzea Grande, sempre de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h.
“A partir de agora, nossa Capital e Rondonópolis estarão mais bem preparadas e aparelhadas para a prestação desse serviço. A entrega dos veículos demonstra um grande carinho pelos juizados e por esse atendimento”, afirmou o desembargador Paulo da Cunha.
O presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais reconheceu o empenho da administração para conseguir as novas vans e observou que o ambiente de trabalho e atendimento ficará mais agradável. “O SAI foi se aperfeiçoando no decorrer dos anos e hoje é uma realidade incontestável, com excelente serviço prestado em benefício do jurisdicionado”, defendeu. No local da ocorrência, a equipe do SAI orienta as pessoas envolvidas, agiliza o trânsito tirando os carros que impedem a passagem e promove a conciliação entre as partes. O acordo vai para um juizado cível e no dia seguinte já está homologado. Assim, com uma sentença judicial transitado em julgado, se a outra parte não quiser cumprir o acordo, ela pode ser executada.
Mesmo que não seja feito o acordo, o serviço é importante porque gera um documento que ampara a parte que se sentir prejudicada a fazer uma representação nos juizados cíveis, bem como acionar o seguro, caso possua. Contudo, é importante ressaltar que o SAI não oferece auxílio nos casos em que houver vítimas (lesão corporal ou morte) ou envolver veículos oficiais e de órgãos públicos, porque nessas situações a competência é da Polícia Civil.
“Todos ganham com esse serviço. Tem que se ver que o Judiciário mudou muito. Antigamente, era aquele que simplesmente resolvia litígios, demandas e brigas. Hoje, possui um caráter preventivo e de dar agilidade à solução de conflitos. E o SAI é exemplo disso, uma justiça voltada mais à pacificação social”, finalizou o juiz Mário Kono.
Participaram da solenidade de entrega das chaves o juiz auxiliar da Presidência Aristeu Dias Batista Vilella, o presidente da Turma Recursal, juiz Sebastião de Arruda Almeida, e os magistrados Agamenon Alcântara Moreno Júnior, Eduardo Calmon de Almeida Cezar, Patrícia Ceni dos Santos e Valmir Alaércio dos Santos. Leia mais:
Ana Luíza Anache
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