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 04/12/2015   17:37 

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Reforçada parceria durante Seminário

O diretor de Articulação e Coordenação de Políticas Sobre Drogas – Senad – do Ministério da Justiça, doutor Leon Garcia, confirmou a continuidade da parceria entre o MJ e o Centro de Referência Regional de Capacitação Permanente de Profissionais que Atuam Com Usuários de Crack, outras Drogas e Familiares (CRR/UFMT), em 2016.
 
A informação foi dada durante o seminário “Teoria e Prática: Tecendo uma Rede de Atenção Intersetorial de Assistência para Usuários de Crack, outras Drogas e Familiares nos territórios de Cuiabá, Rondonópolis e Várzea Grande”, realizado na manhã desta sexta-feira (4 de dezembro), na Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC) da UFMT.
 
“No próximo ano vamos desenvolver o Projeto Redes em Várzea Grande e Rondonópolis. A partir de janeiro selecionaremos articuladores que vão oferecer consultoria para profissionais que trabalham diretamente com dependência química. O objetivo do Ministério é estender o serviço a todos os municípios do Estado que possuam mais de 200 mil habitantes”, pontua o representante do governo federal e palestrante.
 
Esses profissionais ficarão responsáveis por elaborar estratégias, facilitar o compartilhamento de atividades entre as instituições municipais envolvidas, conferir o fluxo de ações, identificar deficiências e oferecer recursos para qualificação e apoio aos municípios.
 
O seminário concluiu os cursos ofertados ao longo deste ano pelo CRR/UFMT. O evento voltado aos profissionais que atuam com o tráfico ou uso de substâncias entorpecentes tem como intuito unir forças para o fortalecimento da Rede de Atenção.
 
Durante palestra, a juíza da Primeira Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, Ana Cristina Silva Mendes, enfatizou que o curso atingiu seu propósito, à medida que levou os participantes a conhecer mais profundamente as atribuições de cada um no processo. “Tivemos grandes contribuições nesse ínterim, cada instituição expôs suas limitações e entendeu que a integração desses trabalhos resulta em melhores respostas à sociedade. Agora sim todos compreenderam que o Poder Judiciário está à disposição para somar com as instituições parceiras”.
 
Para o juiz da Terceira Vara Criminal de Várzea Grande, Moacir Rogério Tortato, o conhecimento técnico a respeito dos mecanismos de drogadição mudou sua visão sobre o tema. “Em alguns casos, nós magistrados tínhamos um olhar crítico em relação ao usuário de drogas, mas os especialistas acabaram por nos esclarecer como a droga efetivamente atua no organismo do usuário e o escraviza. Com esta percepção, percebi que temos que focar ainda mais na criminalização do traficante, ser mais duros com o distribuidor da droga”.
 
Segundo a professora Maria José de Oliveira Arruda (Escola Estadual Alcebíades Calhao), participante do curso, a descoberta sobre a rede de atenção foi relevante. “É muito bom saber que existem órgãos credenciados preparados para receber as pessoas com problemas de dependência química. Saber que há locais para encaminhar alunos e familiares para atendimento e orientação sobre o assunto. E até mesmo tratamento quando for o caso. Hoje a escola está apta a dar essas informações à população”.
 
As palestras do seminário trataram de processos formativos de profissionais das áreas de saúde, assistência social, segurança pública, educação, dentre outras áreas. Bem como a estigmatização do usuário de drogas, a descriminalização do drogadito, internação compulsória, a droga como questão de saúde pública, os anseios do usuário sobre os entes governamentais e a natureza da problemática voltadas para políticas públicas.
 
Os temas foram debatidos por magistrados, servidores do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, Secretaria Municipal de Ordem Pública de Cuiabá e comunidade acadêmica.
 
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Viviane Moura
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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