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 18/12/2015   12:54 

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TJMT é protagonista na criação de ferramenta

A equipe do Departamento de Desenvolvimento de Sistemas e Aplicações do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) entregou ao presidente do Tribunal, desembargador Paulo da Cunha, nesta quinta-feira (17 de dezembro), na sede do TJMT, relatório da primeira migração de dados do Processo Judicial Digital (Projudi) para o Processo Judicial Eletrônico (PJe). Inédita no Brasil, a operação realizada na Comarca de Santo Antônio de Leverger (34km ao sul de Cuiabá) ocorreu graças a uma ferramenta denominada IP3, desenvolvida pela equipe do TJMT, em colaboração com o TJMG e CNJ. A iniciativa faz parte do plano de expansão do PJe, que prevê o encerramento das atividades do sistema Projudi.
 
“A iniciativa da equipe de Tecnologia da Informação lembrou-me de uma frase célebre que diz: ‘Era impossível, até que alguém foi lá e fez’. A ferramenta de migração de dados desenvolvida por eles parecia impossível de ser desenvolvida, mas hoje se tornou realidade. Tenho certeza que essa inovação será muito importante não apenas para o Poder Judiciário Mato-Grossense, mas também para todo o país”, afirmou Paulo da Cunha.
 
O presidente expressou seu contentamento com a novidade. “Fechar o ano com uma notícia desta é muito motivador para que nos lancemos em 2016. Quero externar meu reconhecimento pelo empenho que a equipe desenvolvedora dedicou a esse projeto”, exortou.
 
Para o juiz auxiliar da Presidência João Thiago de França Guerra, em termos de complexidade, essa ação foi a mais difícil de ser realizada ao longo de 2015. “Transpor os dados de uma plataforma em uso para uma nova plataforma foi um grande desafio, considerada uma tarefa intimidativa por muitos. A equipe merece nossos sinceros parabéns. O feito deles foi de uma importância e de uma grandiosidade que as pessoas talvez tenham dificuldade de compreender, mas que vai gerar profundo impacto no Poder Judiciário”, disse.
 
O juiz salientou ainda que o TJMT tem um grande desafio pela frente: unificar sua plataforma de processo judicial eletrônico. “Essa convergência é um grande desafio e vai trazer muitos benefícios, principalmente no que se refere aos custos. Nós tínhamos dois sistemas, duas equipes e agora teremos uma. Além disso, o cenário onde todos os nossos processos eletrônicos tramitam em um único sistema é altamente promissor, permitindo sensível ganho de qualidade de gestão do acervo e na extração de informações mais consistentes da nossa base de dados. Até mesmo nossa arquitetura organizacional é afetada por esse horizonte de convergência”, assegurou.
 
Gustavo Piccin, diretor do Departamento de Desenvolvimento de Sistemas e Aplicações do TJMT, conta que o desenvolvimento da ferramenta de migração foi iniciado há mais de sete meses. “O trabalho foi iniciado junto com o Tribunal de Minas Gerais e o Conselho Nacional de Justiça e depois demos prosseguimento. A plataforma permite a migração de processos de um sistema para outro de forma rápida e eficiente. Para isso, estivemos aprimorando essa ferramenta nos últimos meses, pois a operação é muito delicada”, revelou.
 
O diretor destacou também que a ferramenta foi concebida para ser utilizada em qualquer processo de migração. “A nossa proposta é que esse recurso seja utilizado em outros tribunais, tanto pelos que também estejam passando pelo processo de implantação do PJe em substituição do Projudi, quanto por aqueles que tenham a intenção de migrar processos de qualquer outro sistema. Desenvolvemos esse trabalho sempre em conjunto com o CNJ para que ele possa se tornar um legado”, pontuou.
 
O chefe da Divisão do PJe do CNJ, Antônio Augusto Silva, assinala que o TJMT sempre foi um grande parceiro no desenvolvimento do PJe. “Desde o início dos trabalhos com o PJe, a equipe de TI do TJMT esteve empenhada em desenvolver soluções para melhorar o sistema. E essa nova ferramenta de migração desenvolvida por eles representa um grande avanço para a Justiça brasileira, já que poderá ser utilizada por tribunais de todo o país. É isso que o CNJ espera dos tribunais, que eles sejam protagonistas e trabalhem em conjunto para melhorar o Poder Judiciário”, garante.
 
Para o próximo ano, o Tribunal planeja migrar os processos de todos os juizados especiais que atuam no sistema Projudi, com exceção de Cuiabá e Várzea Grande. Para estas comarcas, será elaborado um plano específico de migração, em razão do grande acervo e da pluralidade de juizados especiais de cada uma delas.
 
Santo Antônio de Leverger – A cidade teve o primeiro juizado do país a ter os processos totalmente migrados do Projudi para o PJe. Ao todo, foram 4.728 processos transferidos em menos de 12 horas de operação. Desde 16 de dezembro, todo o peticionamento e gerenciamento de processos em trâmite no Juizado Especial Cível da comarca estão sendo realizados exclusivamente através da plataforma do PJe.
 
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Mariana Vianna/Fotos: Tony Ribeiro (F5)
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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