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 05/03/2015   12:10 

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Criança com doença rara é atendida no Ribeirinho

Até 2014 a pequena G.N.A., 7 anos, era uma criança como outra qualquer de sua idade. Brincava, corria, sorria, fazia mil e uma peraltices deliciosas da infância. De um momento para o outro o sorriso sumiu, as pernas que antes saltitavam ficaram fracas e pararam de se mover, as dores surgiram e a garotinha alegre e extrovertida foi parar em uma cama.
 
Depois de muitos exames, vários médicos, muitas idas e vindas, o triste diagnóstico: a pequena tem síndrome de Guillain-Barré, uma doença rara na qual os nervos periféricos se deterioram. Estes nervos enviam mensagens do cérebro para os músculos, instruindo-os a se moverem e também levam sensações como a dor, prazer, gosto, etc, para o cérebro.
 
O dano de um nervo causa frequentemente fraqueza muscular (muitas vezes chegando a causar paralisia total), e pode provocar anormalidades de sensação, inclusive dor, formigamento, “comichão na pele”, ou até desequilíbrio. Ninguém sabe o que causa a síndrome de Guillain-Barré. Na maioria dos casos é uma desordem auto-imune.
 
Diante deste turbilhão de informações, a família da menor trouxe a criança para casa, em Barão de Melgaço. Assim que a equipe do Projeto Ribeirinho Cidadão iniciou os trabalhos na beira do Rio Cuiabá, a assistência social e o Conselho Tutelar do município, munidos de vários relatórios e laudos médicos, relataram o caso para o juiz José Antônio Bezerra Filho, um dos coordenadores do projeto, e para o defensor público Joaquim Abinader Guedes da Silva, que foram até a casa da criança fazer uma visita.
 
“A situação é tão triste, tão desoladora que é de partir o coração. Não podíamos cruzar os braços diante de tanto sofrimento. Sem o projeto aqui, sabe-se lá quanto tempo esta criança permaneceria sem o tratamento adequado. Felizmente foi possível, em uma união de forças, atender esse caso. Saio daqui satisfeito”, ressalta o magistrado.
 
Depois de uma reunião com o prefeito de Barão de Melgaço, Antonio Ribeiro Torres, o presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Salvador de Araújo Neto, Defensoria Pública e Judiciário, foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que a menor pudesse receber atendimento adequado imediatamente.
 
Ficou acordado que a criança seria encaminhada imediatamente para Cuiabá ou Várzea Grande, a fim de receber tratamento médico fisioterapêutico, entre outros procedimentos necessários, conforme os exames e laudos médicos determinam.
 
No termo ficou estabelecido que o município de Barão ficará responsável em manter a família e a menor “com todos os ônus durante o período mínimo de seis meses (a partir de 20/02/2015), para efetivo tratamento médico e despesas de moradia na Capital do Estado. De outra parte, o Poder Judiciário e a Defensoria Pública efetivarão, via Estado e município da Capital e Várzea Grande, meios legais para a continuação do tratamento médico e assistência da menor”, relata o TAC.
 
 
Texto e foto: Janã Pinheiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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