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 04/03/2015   10:22 

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Juíza apresenta a realidade das mulheres no mundo

Uma em cada três mulheres é vítima de violência de gênero, física ou sexual, no mundo. Esse dado consta no relatório de 2013 da Organização Mundial da Saúde (OMS) e foi apresentado pela juíza Amini Haddad Campos na manhã desta quarta-feira (3 de março), na abertura do 1º Seminário de Enfrentamento à Violência Doméstica, promovido pela Polícia Militar de Mato Grosso. O evento compõe a programação da campanha Justiça pela Paz em Casa, realizada pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ).
 
A magistrada mostrou a gravidade do cenário de violência contra a mulher e apresentou um vídeo da Organização das Nações Unidas (ONU) que aponta a violência doméstica como a principal causa da morte de mulheres, superando inclusive as guerras. “Precisamos combater isso”, enfatiza a juíza, destacando a necessidade de melhorar o campo legislativo, pois há muitos crimes que existem de fato, mas não constam na legislação.
 
Amini abordou ainda os tipos de violência de gênero praticadas por diversos povos, como a exigência do dote na cultura indiana, a mutilação genital feminina de africanas e o tráfico internacional de mulheres no Brasil.
 
O evento - Realizado no quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, o seminário reuniu autoridades representantes da defesa dos direitos das mulheres em Mato Grosso. Segundo o comandante-geral da PM, coronel Zaqueu Barbosa, o evento “demonstra o comprometimento da instituição em promover ações voltadas à proteção da mulher”.
 
A corregedora-geral da Justiça, desembargadora Maria Erotides Kneip, ressaltou a importância da abertura das ações da campanha pela Polícia Militar. “Muito justo que a campanha comece por aqui, pela Polícia Militar. Pois é ela quem dá a voz, quando todas as testemunhas da violência se calam. Quantas são as instruções, quantos são os julgamentos em que o policial é a única testemunha do ato covarde praticado contra a mulher. Não acredito em coincidência, acredito em providência. E a Polícia Militar é a primeira a dar essa providência nos casos de violência doméstica”, considerou.
 
 
Ana Luíza Anache (com informações da Assessoria da Polícia Militar)
Assessoria de Comunicação CGJ-MT
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