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 09/03/2015   10:51 

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Magistradas comemoram Dia da Mulher

Durante comemoração do Dia da Mulher na Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), realizada na sexta-feira (6 de março), juízas e desembargadoras se emocionaram com a história de renúncia pessoal e familiar da juíza Gabriela Carina Knaul de Albuquerque em função da carreira. Há quase 6 anos ela cumpre missão na Organização das Nações Unidas (ONU).
 
Ao falar sobre sua experiência e sobre o retorno a Mato Grosso, Gabriela não conteve as lágrimas e comoveu as colegas de profissão que se identificaram com a história dela. Ela falou sobre a satisfação de realizar um trabalho tão importante, mas também do quanto é cobrada por ter priorizado a carreira. “Ainda há sim uma discriminação velada, nós mulheres somos questionada muito mais que os homens por nossas escolhas. Fazer a opção que eu fiz tem um custo social muito grande com a família, com a vida social e comigo mesma”, frisa.

A corregedora-geral de Justiça e a coordenadora do Cemulher, desembargadoras Maria Erotides Kneip e Maria Aparecida Ribeiro, destacaram as dificuldades por qual passaram no início da carreira e as conquistas e avanços alcançados.

“Quando adentrei na magistratura, em 1984, só havia a desembargadora Shelma Lombardi de Kato e a desembargadora Dagma Paulino dos Reis, que ficou para o Mato Grosso do Sul com a divisão do Estado e a juíza Maria Terezinha Ferreira. Hoje as coisas estão muito mais fáceis, nós concorremos com os homens em pé de igualdade”, ressaltou Erotides.
 
“O ingresso da mulher na magistratura foi bastante difícil, então é hora de comemorar essa vitória. Somos quase 50%, então somos uma grande força implacável no Poder Judiciário”, frisou Maria Aparecida.

A corregedora e presidente eleita do Tribunal Regional Eleitoral, desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas, destacou que durante muito tempo em Mato Grosso a mulher encontrou grande dificuldade para romper barreira no Judiciário e, quando fez isso, mostrou que é insuperável. “Mulher é coisa inexplicável de Deus porque consegue conciliar o inconciliável, família, supermercado, problemas domésticos e profissionais e no fim consegue harmonizar tudo”, avalia.

A vice-presidente da Amam, juíza Adriana Sant’anna Coningham, observou que o objetivo do encontro não foi exaltar as mulheres e diminuir os homens, mas homenagear e reconhecer o valor feminino, unir as magistradas para se conhecerem melhor e compartilhar as coisas em comum. “Por incrível que pareça no dia-a-dia não temos contato nem com a colega do lado do meu gabinete. Cada desembargadora aqui hoje ocupa cargo de direção, tem rica história na magistratura e é um exemplo para nós. A ideia é trocar experiências profissionais e familiares”.

Para finalizar o evento, a psicóloga Arla Goulart Camargo palestrou sobre a influência da autoimagem e autoestima no desempenho no trabalho e nas relações familiares.
 

Glaucia Colognesi
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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