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 23/03/2015   14:23 

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Magistrados elogiam qualidade de MBA

Magistrados que fazem parte da terceira turma do MBA em Poder Judiciário, realizado pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, parabenizaram a qualidade da especialização e avaliaram a iniciativa como de extrema importância. Os juízes Pierro de Faria Mendes, da Vara Única da Comarca de Rio Branco, e Leonísio Salles de Abreu Júnior, da Terceira Vara Criminal da Comarca de Pontes e Lacerda, também são diretores do foro onde atuam. Por isso, a capacitação é ainda mais essencial para eles. Além de gerir a secretaria das varas em que atuam, os dois magistrados administram o Fórum.
 
Eles dizem que a capacitação é importante porque os que entram na magistratura possuem preparo jurídico, mas muitas vezes não têm noção de gestão. O MBA vem dar esse suporte aos magistrados para que desempenhem com qualidade essas outras atribuições que acabam assumindo naturalmente, além daquelas de julgador. Se não fosse o curso iriam aprender a administrar o gabinete na prática e por mero instinto. Os juízes de Rio Branco e Pontes e Lacerda frisam que outra coisa importante do curso é a troca de experiências e boas práticas com os colegas da Capital e do interior. “A Esmagis está antenada, reconhecendo esse conhecimento como necessidade. Está no terceiro MBA e já está preparando o próximo”, elogia Leonísio.
 
Leonísio destaca que para cumprir as metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da Corregedoria-Geral da Justiça e ainda de julgar os processos sob sua responsabilidade, é necessário se organizar e ter alguns conhecimentos de gestão. “O magistrado tem que gerir a unidade jurisdicional em que foi empregado para otimizar tempo e serviço. Magistrado também tem que ter características de um líder e aplicar essas técnicas para identificar na equipe de servidores quais os talentos e aonde melhor empregá-los, para obter melhor desempenho”, enfatiza.
 
Pierro testemunha que com o curso os magistrados aprendem a ter um olhar mais social e a reconhecer os anseios sociais. Também percebem a melhor forma de tratar os servidores para conseguir motivá-los a dar o melhor. Ele acredita que o aprendizado também serve para aprimorar o ofício de julgar. “Na hora de analisar processos referentes à saúde pública, por exemplo, um pedido de liminar para que o Poder Público pague uma cirurgia para paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) em um hospital privado. Nessas horas você também precisa ter noção de gestão. Tem que pesar os prós e os contras, e fazer uma análise mais pormenorizada dos fatos, justamente porque se for superficial pode significar danos ao erário e aos serviços essenciais”, assinala.
 
O professor André Luiz de Freitas, que lecionou no último módulo do curso a disciplina Dimensão Estratégica da Gestão de Pessoas, pontua ser fundamental que os juízes e desembargadores apliquem na prática os ensinamentos do curso. “O importante é que a alta administração entenda que gestão de pessoas não é atividade de apoio e sim estratégica. Para a boa prestação jurisdicional é necessário que se tenha bons servidores, capacitados e adaptados a cada atividade que vão desempenhar”, frisa.
 
O docente observa que essa estratégia de gestão de pessoas se aplica ao Judiciário e a qualquer órgão da Administração Pública e privada. “Aqui os magistrados aprendem conceitos de eficiência e eficácia que se aplica a qualquer tipo de administração”, argumenta. O curso é realizado para uma turma de 44 magistrados.
 
 
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