Mediação é tema de palestra para agentes
Cerca de 32 pessoas participam nesta semana (23 a 27 de março) de um treinamento que tem a mediação como tema central. O público alvo são agentes da Justiça Comunitária, mas o curso foi estendido também aos servidores da Justiça Federal e gestores de comarcas. A capacitação é realizada na Escola dos Servidores, nos períodos da manhã e da tarde, e é oferecida em parceria pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflito e pela Justiça Comunitária, programas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Os agentes comunitários atuam nos bairros mais carentes de Cuiabá, dando orientações sociais e sanando dúvidas sobre o direito do cidadão. Os questionamentos são vastos, indo desde direito do trabalho, previdenciário, família, violência contra a mulher e seguindo até sobre doenças. O curso foi aberto pelo juiz José Antonio Bezerra Filho, coordenador estadual da Justiça Comunitária. Além de sanar dúvidas dos presentes, ele explanou sobre a mediação e sobre a importância de utilizar o método nas comunidades.
“Esta é a primeira vez que agentes comunitários recebem curso sobre mediação. Com isso, buscamos efetividade na prestação jurisdicional, evitar a judicialização de novos processos e também um bom trabalho social. A Justiça comunitária tem como foco cinco frentes de trabalho nos próximos dois anos, quais sejam: família, gravidez na adolescência, violência doméstica, drogas e doenças sexualmente transmissíveis”, explicou o magistrado.
A agente Nilza Amaral, do bairro Três Poderes, se diz apaixonada pela mediação e pelo trabalho da Justiça Comunitária, tanto que atuou no programa por dois anos e depois de um tempo afastada voltou para trabalhar. “Nós precisamos envolver todos os segmentos para mudarmos a realidade que a cidade vive, envolvendo o comércio, as escolas e a comunidade. Atualmente nós vivemos uma inversão de valores a começar por crianças corrompidas pela própria sociedade. As comunidades estão sedentas de ajuda e vão aderir à proposta, com certeza”, concluiu.
João Pedro de Almeida, que atua no bairro Novo Mato Grosso, também comentou a iniciativa afirmando que aderiu ao voluntariado porque já trabalha com serviço social em sua igreja e agora quer atuar também no campo da pacificação social. Segundo o agente, as técnicas de mediação ajudam muito quando é necessário resolver um conflito na comunidade e assim ajudar no direcionamento das pessoas para o caminho certo – resolver os problemas sem briga.O curso está sendo apresentado pelas instrutoras do Núcleo, Tatiane Guerra e Waléria Vieira, e também pelas conciliadoras credenciadas Iveth Pereira e Jaqueline Schoffen.
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