Jauru cria cartilha contra exploração sexual
Levar mais informação sobre crimes contra crianças e adolescentes no que diz respeito à exploração sexual contra menores. Com esse objetivo foi criada a cartilha ‘Rompendo o Silêncio’, um projeto desenvolvido pela equipe multidisciplinar do Fórum da Comarca de Jauru (425 Km a oeste de Cuiabá), sob a diretoria do juiz Cláudio Deodato Rodrigues Pereira, juntamente com a assistente social Francisca Evanilda de Águida e a psicóloga Elinéia Rodrigues da Silva Fernandes. A ação atende determinação da Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.O Projeto ‘Rompendo o Silêncio’ visa levar ao conhecimento dos dirigentes e equipe pedagógica das unidades de ensino dos municípios que compõem a Comarca de Jauru (Jauru, Figueirópolis D'Oeste e Distrito de Lucialva), a importância de se abordar o tema do combate ao abuso e a exploração sexual contra crianças e adolescentes, tão recorrente na contemporaneidade.
"Visamos alcançar com o projeto ‘Rompendo o Silêncio’ o despertar dos profissionais da área da educação de forma a identificar possíveis casos de abuso e exploração sexual infantojuvenil e estimular a denúncia aos órgãos ou autoridades competentes, ocasionando assim o rompimento do silêncio que normalmente é característica marcante na prática de tais crimes", explicou o magistrado.Para dar início aos encaminhamentos a serem desenvolvidos na região, na quinta-feira (14 de maio) o magistrado Cláudio Deodato realizou reunião de abertura dos trabalhos da Campanha ‘Faça Bonito. Proteja nossas Crianças e Adolescentes’, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Infantojuvenil, instituído no dia 18 de maio.
"Entendo que o tema abordado é de suma importância e deve ser desmistificado e debatido por toda a população e as palestras realizadas pela equipe multidisciplinar do Juízo nas unidades de ensino servirão como incentivo à propagação do assunto com o propósito de proteger as crianças e adolescentes vulneráveis ao abuso e a exploração sexual”, disse o juiz.
A cartilha traz definições sobre o tema, justificativas relativas à contextualização da proposta, já que a “violência contra crianças e adolescentes se manifesta em todos os lugares. Pode ser na comunidade onde moram, na escola, nas instituições socioeducativas e na família”.
Há, ainda, inclusos na cartilha os objetivos gerais e específicos e ainda questões como: ‘combatendo o abuso e a exploração sexual’, ‘aspectos psicossociais’, onde este último menciona que a “violência sexual prejudica profundamente o desenvolvimento psicossocial de crianças e adolescentes, gerando problemas como estresse, depressão e baixa autoestima”.
Sinais corporais e comportamentais dos menores que são acometidos por esses crimes, da omissão criminosa das mães ou responsáveis, bem como os sinais das crianças e adolescentes que sofreram algum tipo de abuso sexual também estão inclusos no conteúdo da cartilha.
No manual, pode-se conferir ainda como denunciar esses casos de violência e exploração sexual, além de qual é o melhor caminho para se evitar violências e abusos sexuais contra menores.
Confira aqui a cartilha ‘Rompendo o Silêncio’ na íntegra.
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