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 25/05/2015   15:36 

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Semana da Adoção é oficialmente aberta em MT

 
 
A Semana da Adoção foi oficialmente aberta pelo Poder Judiciário na manhã desta segunda-feira – 25 de maio | Dia Nacional da Adoção. O evento realizado pela Corregedoria-Geral da Justiça, por meio da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), reuniu autoridades públicas, magistrados, servidores e pais adotivos. Os participantes militaram em favor da adoção e, sobretudo, incentivaram a plateia contando histórias emocionantes.
 
“Nesta data, todos os magistrados de Mato Grosso estão trabalhando a frente dos processos referentes à adoção, guarda provisória e destituição do poder familiar, cumprindo exatamente o que a lei determina, sem atropelar os prazos legais e a gestação da adoção”, afirmou a corregedora e presidente da Ceja, Maria Erotides Kneip. A desembargadora acrescentou que esse também é o momento de sensibilizar as pessoas para por fim ao preconceito. “Laços de consanguinidade não garantem o afeto”, enfatizou a magistrada que é mãe e avó por adoção.
 
O prefeito Municipal de Cuiabá, Mauro Mendes, defendeu que a oportunidade de adotar uma criança é uma experiência muito rica e feliz. Ele contou que esposa é filha adotiva, que são pais biológicos de dois jovens e que adotaram uma menina no ano passado. “Tivemos a oportunidade de adotar a Maria Luiza, nossa filha de amor e do coração. E hoje eu consigo comparar muito bem o que é você ter um filho biológico e um filho adotado. Posso dizer, e tenho certeza que todos os pais dizem isso: não tem a menor diferença, o amor é absolutamente o mesmo”, garantiu Mauro Mendes.
 
O defensor público Alex Campos Martins também contou a experiência de ser pai adotivo de duas meninas, irmãs consanguíneas. Ele e Marcela Juliana Martins são pais da Maria Clara e da Taila Maria, de oito e seis anos de idade, que foram adotadas separadamente. Alex relatou ainda o desejo antigo de ser pai, que a vida do casal mudou com a primeira filha e como decidiram adotar a segunda. “Sou exigente como pai porque a gente não pode compensar a adoção. Esse é um grande erro. Precisamos ser pai mesmo quando for necessário repreender. Outra coisa, a gente não adota por ato de caridade. Por caridade, doamos dinheiro ou fazemos trabalho assistencial. A gente adota por reciprocidade e só quem adota sabe o que é isso”, defendeu Alex.
 
Para o promotor de Justiça José Antônio Borges Pereira, da 14ª Promotoria da Infância e Juventude da capital, “todo dia em que a gente consegue fazer uma adoção é um dia muito feliz para todos os envolvidos na causa, especialmente quando é de um adolescente ou de uma criança com deficiência”. Ele acredita que Cuiabá seja a capital brasileira com menor número de crianças e adolescentes em instituições de acolhimento. “Temos muito a comemorar, avançamos muito do ano passado para cá. Mas não podemos lembrar dessas crianças somente na semana da adoção. A criança institucionalizada está fora do seu direito de convivência familiar, é como se fosse uma criança presa. Já que o Estado a tirou da família, ele tem o dever de devolvê-la o mais rápido possível ou encaminhá-la a uma nova família”, considerou.
 
O evento teve ainda o lançamento do Cadastro Estadual Informatizado de Pretendentes à Adoção, apresentação teatral do grupo Cena Onze, uma pequena palestra da psicóloga e pesquisadora da Universidade Federal do Paraná, Lídia Weber, e depoimentos de mães adotivas de filhos especiais. Participaram também da cerimônia o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Paulo da Cunha, as desembargadoras Clarice Claudino da Silva e Maria Aparecida Ribeiro, magistrados da Infância e Juventude de Cuiabá e Várzea Grande, o presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados, José Arimateia Neves Costa, o secretário de Estado de Trabalho e Assistência Social, Valdiney Arruda, e o secretário Municipal de Assistência Social e Desenvolvimento Humano, José Rodrigues Rocha Júnior.
 
 
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