Paz em Casa: Prefeitura de Cuiabá divulga ações
Realização de cursos profissionalizantes para empoderamento e valorização da mulher, efetivação de núcleos de cidadania, atendimentos nas 14 unidades dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), nas duas unidades dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e na Casa de Amparo da Mulher Vítima de Violência. Essas são as ações já definidas pela Prefeitura Municipal de Cuiabá em apoio à segunda etapa da Campanha Justiça pela Paz em Casa, promovida pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) de Mato Grosso.
Para traçar as atividades que serão executadas na campanha ao longo do mês de agosto, o secretário municipal de Assistência Social e Desenvolvimento Humano, José Rodrigues Rocha Júnior, se reuniu com a juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça Amini Haddad, no dia 25 de junho (quarta-feira). “Estamos felizes pelo convite de participar da segunda etapa, e pela possibilidade de levarmos informação às famílias em situação de vulnerabilidade”, afirmou o secretário. De acordo com José Rodrigues Rocha Júnior, a secretaria disponibilizará unidades para realização de palestras à população e, em parceria com o Poder Judiciário, capacitará profissionais para que conheçam os fluxos de atendimentos e saibam identificar as pessoas que necessitam da rede de proteção. Além disso, vai mapear as informações sobre o real número de mulheres vítimas de violência, as regiões em que o problema mais ocorre, bem como identificar o motivo da violência.
“Acreditamos que há um subregistro com relação a essas informações, pois muitas mulheres têm vergonha de dizer que passam por violência dentro de casa. E se não temos esses registros é porque as pessoas não foram ao Judiciário e até mesmo desconhecem os serviços oferecidos pela assistência social”, informou.
Para Amini Haddad, a participação do município é essencial, uma vez que as unidades de assistência são os locais onde há as primeiras ações para o atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. “É importante ver que o município está realmente voltado para este atendimento. Nós estamos construindo essa identidade de paz para que possamos ter essa projeção social dentro dos lares, nas relações e na vida”, defendeu a magistrada.
Também participaram da reunião o juiz da 1º Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, Jamilson Haddad Campos e representantes do Projeto da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher).
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