TJ recebe acadêmicos de Direito da Unirondon
Com olhares e ouvidos atentos, uma turma de 14 estudantes esteve no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) na quarta-feira (3 de junho). Eles são acadêmicos do quarto semestre de Direito do Centro Universitário Cândido Rondon (Unirondon), que participaram de uma visita-guiada pelas instalações do TJ.O roteiro incluiu visita aos plenários, pinacoteca, espaço memória, protocolo, secretarias cíveis e criminais e à Corregedoria Geral da Justiça. Os acadêmicos puderam conhecer também a história do Tribunal de Justiça, por meio de relatos do assessor de relações públicas e cerimonialista do TJMT, Florêncio Bezerra Filho.
O idealizador da visita foi o professor Wellington Corrêa, servidor do Poder Judiciário. Atuando na área acadêmica há seis anos, ele conta que, com o passar das aulas, percebeu que estava faltando a vivência do Direito para os alunos, uma vez que muitos trabalham em áreas completamente diferentes da advocacia. “A gente começa sentir a necessidade de que eles precisam se aproximar da disciplina. A disciplina é recurso, mas eles não sabem onde tramitam os recursos. A disciplina é recurso, mas nunca viram um julgamento”.

É o caso do acadêmico Marcus Vinícius de Souza Amorim. Ele atua na área de vendas durante o dia e cursa a faculdade de Direito a noite. Este foi o primeiro contato dele com uma unidade judiciária, e, para ele, a experiência foi válida e de suma importância, além de ser uma forma de se preparar para o futuro. “Durante as aulas nós tratamos muito da parte teórica, mas é preciso vivenciar em um órgão jurisdicional aquilo que aprendemos na faculdade, até mesmo para entender o funcionamento e como é o trâmite processual dentro desse órgão. Além disso, é uma forma de se preparar para que no futuro você possa exercer sua função com qualidade”.
Dentre os lugares percorridos, o plenário foi o que mais cativou Marcus. “É onde você visualiza uma audiência. É onde você consegue acompanhar e entender aquilo que foi dito na sala de aula, onde é que está sendo empregado, e como que é tratado isso dentro de um plenário, de uma audiência”, comenta. Para o estudante, a sintonia entre o aprendizado e a realidade foi o primordial. “Na sala de aula, você adota o ensinamento, e ali (no plenário) passa a ter maior percepção sobre aquilo que esta sendo tratado dentro de uma audiência. Você aprende o que é a figura de um magistrado e a de um relator, o que é um recurso de apelação e para que serve esse recurso, por exemplo. Empregar aquilo que você aprende dentro da faculdade”, completa. A visita no Tribunal de Justiça tem uma justificativa: “talvez seja o sonho de consumo de qualquer acadêmico de Direito: conhecer o órgão máximo da Justiça estadual”, revela o professor. Segundo ele, essa é uma ação recorrente de suas disciplinas. “Todo ano eu trago minhas turmas para o Tribunal. Vamos ao Fórum e nas delegacias, e já os acompanhei em presídios também. E como a maioria exerce funções desassociadas ao Direito, eu senti essa necessidade de trazê-los pra perto dessa nossa realidade”, explica.
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