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 24/08/2015   18:33 

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Poderes se unem no combate à hanseníase

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador Paulo da Cunha, participou na tarde desta segunda-feira (24 de agosto), no Palácio Paiaguás, de uma mobilização para o combate à hanseníase em Mato Grosso. Durante o evento, que contou com a presença do ministro da Saúde, Arthur Chioro, os prefeitos de 40 municípios do Estado assinaram um Termo de Compromisso de Enfrentamento da Hanseníase no Estado.
 
O governador do Estado, Pedro Taques, destacou que considera este o evento mais importante já realizado durante os oito meses de governo. Taques agradeceu a presença dos representantes dos poderes Judiciário e Legislativo, além dos prefeitos, secretários de saúde e diversos parceiros que fizeram questão de comparecer no ato de mobilização.
 
“Este é o ato mais importante já realizado no meu governo. Eu não estou jogando palavras fora. Meu compromisso de campanha foi não esquecer pessoas, não esquecer cidadãos, cidades, regiões. Meu compromisso é não perder a capacidade de se indignar. Eu sinto muito orgulho de Mato Grosso, de morar aqui, do seu povo, mas tenho vergonha em viver em um estado que tem um índice tão alto de pessoas com hanseníase, uma doença de mais de dois mil anos”.
 
Ele agradeceu a todos pela parceria. “Mato Grosso não é só o Executivo. É Judiciário, Legislativo e demais órgãos que compõem o Estado. Agradeço ao presidente do Tribunal de Justiça que, com certeza, deixou muitos lhe esperando para estar neste momento aqui. Agradeço a presença e o comprometimento”.
 
Paulo da Cunha reforçou as palavras de Pedro Taques. “Como bem disse o nosso governador, o Estado somos todos nós. Não há como separar poderes quando a questão é social. Nós estamos diante de uma doença que aflige o cidadão, principalmente os da classe menos favorecida. Essa conjugação de esforços da União, do Estado e dos Municípios é imprescindível para que possamos combater a hanseníase”.
 
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, enfatizou que assumiu a pasta com o compromisso de erradicar a hanseníase no país ainda em 2015. “É uma doença que traz um estigma muito grande. O preconceito ainda é imenso. Não falta medicação para combater a doença, mas políticas públicas e comprometimento de todos. A pessoa que recebe o diagnóstico tem que ser acompanhada do início ao fim do tratamento, que não pode ser interrompido de maneira alguma. De que adianta termos medicamentos altamente potentes se os pacientes não são acompanhados. É preciso mudar esse processo”.
 
Coeficiente ruim – O coeficiente de prevalência de hanseníase no Brasil vem sofrendo redução progressiva nos últimos anos, caminhando para atingir a meta de eliminação de um caso para 10 mil habitantes. De forma inversa, Mato Grosso apresenta tendência de aumento, com 13,6 casos para cada 10 mil habitantes em 2014, o que demonstra a prevalência da doença no estado. Na detecção de novos casos, quase 10% foram registrados em Mato Grosso. O diagnóstico tardio também é um problema importante, em 2014 quase 75% dos casos foram classificados como multibacilares (casos mais graves e de maior transmissibilidade).
 
 
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