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 24/09/2015   10:19 

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Estudantes acompanham no Fórum audiência de réus

Falar para um estudante, dentro de uma sala de aula, que o mundo das drogas poderá levá-lo, em algum momento, para o banco dos réus pode ser uma informação ignorada por muitos. Esta mesma informação, porém, tem um impacto totalmente diferente quando o estudante presencia alguém sendo interrogado, em juízo, por um crime que cometeu, tendo o entorpecente como pano de fundo.
 
Foi pensando na melhor forma de fazer com que os jovens entendam os perigos que a dependência química traz na vida de uma pessoa, que a juíza Luciene Kelly Marciano Roos, da Comarca de Porto Alegre do Norte (1.125 km de Cuiabá), resolveu levar os estudantes da rede pública de ensino para dentro do Fórum, a fim de que eles pudessem acompanhar, in loco, uma audiência de réu preso.
 
A iniciativa, em caráter experimental, foi inspirada no programa Judiciário na Escola, desenvolvido pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT).
 
“O projeto que estamos iniciando tem por objetivo despertar a consciência dos jovens em relação, especialmente, aos problemas decorrentes da dependência química, a principal motivação dos crimes cotidianamente julgados nesta localidade. Assim, esperamos afastar a visão muitas vezes glamourizada relacionada àqueles que exercem a traficância e por certo período de tempo obtém lucro com tal atividade, mostrando o reverso da moeda, consistente na degradação do cárcere”, assinala a magistrada.
 
Ela acredita que, acompanhando as audiências de réus presos, os estudantes possam, diante da diversidade de informações passadas pela magistrada, promotor de justiça, advogados, policiais, assessores e funcionários, ter condições de exercer juízo crítico acerca da realidade em que vivem.
 
De acordo com a juíza, os estudantes demonstraram bastante interesse e prestaram atenção a todas as informações repassadas. Como “tarefa de casa” eles terão que fazer uma redação sobre visita feita ao Fórum e entregar a magistrada até o dia 9 de outubro.
 
“Os professores disseram que os demais alunos se mostraram ansiosos para participar do projeto, o que muito nos anima a dar continuidade”, diz a magistrada.
 
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Janã Pinheiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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