Trabalho em rede é apontado como caminho
‘Notificação imediata nos casos de violência sexual e tentativas de suicídio’ foi o tema da palestra realizada pela pedagoga Simone Cortiano, no 1º Seminário Intersetorial de Notificação de Violência de Mato Grosso, nesta terça-feira (15 de setembro). A coordenadora da Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente em Situação de Risco para a Violência de Curitiba (PR) falou sobre a ficha de notificação, a importância da ação em rede, os resultados e os desafios da atividade.
Simone apresentou o conceito de violência segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS): “uso da força física ou do poder real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha qualquer possibilidade de resultar em lesão, morte ou dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação”. Para ela, a violência é um problema complexo e por isso exige soluções multifacetadas e multipensadas. A pedagoga defendeu que a cultura de paz é o objetivo maior e por isso a atuação em rede é fundamental. A rede compreende agentes de saúde, professores, assistentes sociais, psicólogos, autoridades policiais e judiciárias. “A articulação em rede é tudo. Cada profissional tem o seu papel, contudo, quando um dos agentes falha, o trabalho fica mais difícil”, explicou.
De acordo com Simone Cortiano, antes de existir a rede de proteção as pessoas se perguntavam ‘como fazer’ para solucionar o problema da violência. Com a rede, a pergunta é ‘com quem falar’. “A rede é fundamentalmente uma articulação entre pares e tem por pressuposto que cada segmento ou serviço é incapaz de atender o fenômeno da violência sozinho, exigindo o reconhecimento do outro como importante aliado em uma relação de cooperação, participação, objetivos comuns e princípios éticos”, definiu.
Suicídio – Ainda durante a manhã, o padre Jair Fante falou sobre suicídio e disse que a cada 40 segundos uma pessoa se mata no mundo. “É a última tentativa de comunicação do ser humano com o seu entorno, uma estratégia para se livrar da dor, seja ela própria ou causada a um terceiro”, defendeu. Para ele, é ilusório querer um futuro diferente fazendo tudo do mesmo jeito. “Sem mudar de atitude não é possível mudar de vida”, decretou. Nestes casos, a notificação e a atuação da rede podem servir como ações preventivas e evitar a violência autoprovocada.Leia mais:
Ana Luíza Anache
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