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 26/01/2016   19:03 

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Aposentadoria: início de uma nova vida

Uma vida de dedicação ao Judiciário foi à rotina de Rosemary Pereira Correa por 22 anos. Em todo este período, a servidora que hoje está aposentada, cuidou da saúde dos servidores e magistrados do Tribunal de Justiça. Depois de tanto trabalho, hoje aproveita o momento de descanso.
 
“Eu trabalhei desde a década de 90 até maio de 2015. A aposentadoria no princípio foi difícil pra mim, eu até ficava preocupada, pois não tinha ponto para bater, não tinha pessoas para atender, horário para sair e para voltar. Depois, percebi que este é um momento meu. Eu comando a minha vida. Assim, se quiser, posso fazer um monte de coisas, mas também posso não fazer nada, sou eu quem decido! Por exemplo, acabei de prestar prova para o Enem e consegui um resultado bom, mas ainda não decidi em que horário vou fazer a faculdade, não sou mais obrigada a fazer neste ou naquele horário”, explica. Rose também destaca que já decidiu voltar a fazer inglês e estudar música. “Tenho tempo, possibilidade e ganho para isso”, conclui.
 
Quando se fala em Judiciário, ela relembra com carinho dos amigos e colegas dos quais já cuidou da saúde. Também recorda dos projetos que participou e daqueles que já esteve à frente, como por exemplo, o Programa Qualidade de vida, que mais tarde originou o Programa Bem Viver, responsável por proporcionar melhores condições de trabalho e saúde aos servidores do Judiciário.
 
Também ressalta a importância dos cursos ofertados pelo Poder Judiciário e aproveitados por ela. Além de impulsionar melhorias nos trabalhos realizados, as informações que obteve durante os anos de trabalho facilitam a vida pessoal, atualmente.
 
“Fui super abençoada com os cursos que realizei ao longo de minha carreira no Judiciário. Conhecimento também é investimento e ao longo destes anos fiz vários cursos, muitos para a implantação do Programa Modernizar. Uma das ações que fazia muito no TJ eram os planos de ações para realização de campanhas. E trouxe este conhecimento para a minha vida pessoal, uso para tudo, até para fazer lista de mercados e programar festas, por exemplo”, ressalta.
 
Ao saber que a gestão 2015/2016, presidida pelo desembargador Paulo da Cunha, tem ofertado maciçamente cursos para servidores, ela dispara – “cursos são sempre bons investimentos, mas aqueles servidores que são resistentes às mudanças perdem a oportunidade por não querer aprender coisas novas.” Acrescenta ainda que algumas pessoas têm o costume de ser duras consigo mesmas e reclamar, o que dificulta perceber os pontos positivos que estão à frente. “Posso falar do que vi e do que vivi. Meu objetivo foi alcançado por conta das capacitações que fiz e porque sou uma pessoa que corro atrás do que quero, não fico sentada murmurando”.
 
Já em relação às mudanças vividas pela Justiça brasileira como, por exemplo, Processo Judicial Eletrônico e Conciliação, Rosemary se diz esperançosa com os resultados que vê ocorrer e com o que ainda vem pela frente. “Atualmente os programas estão mais modernos. O Processo Judicial Eletrônico, por exemplo, eu não trabalhei com ele, mas sei que uma das vantagens é a economia de papel. Quem diria! O gasto de papel antes dos avanços tecnológicos era enorme, eu mesma cheguei a imprimir pilhas de planilhas para analisar”.
 
Com um mundo novo à sua frente, de oportunidades diferentes, de tempo e de escolhas, Rosimary destaca que se lembra da correria que vivia no trabalho e das aventuras de cada dia atender uma paciente com uma queixa diferente. Diante de tudo ainda ressalta que se voltasse no tempo e tivesse que escolher um local para trabalhar, com certeza escolheria o Judiciário novamente. “A palavra Judiciário sempre me soa como familiar. Vejo as pessoas falar como se fosse algo distante. Para mim, ao contrário, lembra família, amigos, conquistas e aprendizado.”
 
Keila Maressa
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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