Atuação de grupos reflexivos é destaque no Fonavid
Uma comitiva de Mato Grosso, formada por magistrados e servidores, participou do VIII Fórum Nacional de Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid), de 9 a 12 de novembro, em Belo Horizonte (MG). O evento reuniu operadores de direito que lidam com o enfrentamento da violência doméstica contra mulheres com o objetivo de propiciar a discussão das questões relacionadas à aplicabilidade da Lei 11.340/2006 – Maria da Penha. A desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, responsável pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher) e corregedora eleita para o biênio 2017/2018, compôs o grupo de trabalho ‘Políticas Públicas’. As juízas Ana Cristina Silva Mendes, Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, Débora Roberta Pain Caldas, Graciene Pauline Mazeto Correa da Costa e Jaqueline da Costa Silva Cherulli participaram do grupo de trabalho ‘Matéria Criminal’. Já o juiz Jamilson Haddad Campos foi um dos expositores do grupo ‘Assuntos Legislativos e celebração de convênios para o desenvolvimento de projetos nas Varas/Juizados’.
A psicóloga Alessandra Viana de Sousa Calestini, gestora do setor Psicossocial do Fórum de Cuiabá, e a assistente social credenciada Lais Nayane Silva da Cruz participaram no dia 10 do GT ‘Intervenções com mulheres em situação de violência doméstica e seus dependentes, e com homens envolvidos em violência doméstica’ e, no dia 11, do GT ‘Equipe Multidisciplinar’. “Foi uma experiência excelente. As discussões versaram em cima das ações realizadas por tribunais de diferentes estados. O trabalho realizado no Rio Grande do Sul com a formação de grupos reflexivos para debater a temática da violência nos surpreendeu”, contou Alessandra.
Segundo a psicóloga, há grupos de amparo às vítimas, aos agressores e às famílias. “As pessoas são encaminhadas pelos juízes ou pela equipe multidisciplinar. Juntas, elas debatem e refletem sobre o papel na família, na sociedade e na relação. Isso auxilia muitos os envolvidos direta e indiretamente na violência doméstica”, explicou. No segundo dia de atividades, foi abordada a justiça restaurativa. “Discutimos como intervir para fazer com que o agressor se torne responsável pela solução do problema e para que não venha assumir esse mesmo papel em uma nova relação, sempre trabalhando no coletivo, em grupo”, acrescentou.
Além disso, conforme Alessandra, ficou evidenciada a importância da capacitação das equipes multidisciplinares dentro da temática para que esses projetos sejam eficientes e eficazes. A próxima edição do Fonavid será em Natal (RN), em 2017.
Leia mais:
Ana Luíza Anache
Fotos: Fonavid
Assessoria de Comunicação CGJ-MT
corregedoria.comunicacao@tjmt.jus.br
(65) 3617-3571/3777











