Cejusc de Juína apresenta resultados positivos
O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Juína (735 km a noroeste de Cuiabá) comemora bons resultados, fruto do trabalho desenvolvido pela equipe e também da população que, aos poucos, tem entendido a importância da pacificação do social.Os números são satisfatórios segundo o juiz diretor do Cejusc, Vagner Dupim Dias. De janeiro a outubro deste ano foram realizadas 283 audiências pré-processuais, com 254 acordos, totalizando mais de R$ 6.800.755,85 negociados. No campo processual foram 15 audiências realizadas. No total, 10 acordos foram firmados, que resultaram num montante de R$ 2.451.046,18 acordados entre as partes.

De acordo com o magistrado, a conciliação tem um papel relevante na solução dos problemas da sociedade e é importante porque retira do Poder Judiciário grande parte das demandas que a própria sociedade tem condições de resolver, além de ser mais célere e trazer resultados mais rápido. “O resultado é muito mais eficiente. É como dizem: ‘o combinado não sai caro’. A cultura da conciliação passa exatamente por essa compreensão de que embora você vá ter algumas concessões para que seja possível ter um resultado satisfatório e um bom acordo, ainda assim compensa porque você afasta aqueles anos de litígio”.
Uma parte fundamental de todo o processo de mediação e conciliação, segundo o juiz, são os mediadores e conciliadores, que buscam transformar as partes para que elas não precisem do Judiciário futuramente para solucionar seus problemas porque passam a entender a perspectiva do outro. “Daí a importância dessa cultura da conciliação, além de ser muito mais barato para todo mundo”, reiterou.
O magistrado informou que além das mediações realizadas por pessoas que fizeram cursos oferecidos pelo Tribunal de Justiça, há também os mutirões em parceria com empresas para tentativas de acordo. “O resultado do nosso trabalho, principalmente nesse mês de outubro, já demonstra expressividade da importância da mediação”, destacou.O juiz atribui todo o resultado a um conjunto de fatores. “Sem dúvida nenhuma, tudo isso se deve a cultura do Tribunal de Justiça, de adotar esse mecanismo alternativo de solução de conflitos, uma inclinação nova dos tribunais que precisam romper a cultura do litígio. Também reflete a atuação dos mediadores porque se exige deles um grau de experiência para obter um acordo que seja bom para todos os envolvidos”, explicou.
Os números do relatório representam, conforme disse o magistrado, uma mudança de paradigma da própria sociedade. “Temos um número expressivo em reais acordados num mês só. Isso significa que a sociedade está gradativamente procurando o Poder Judiciário para buscar medidas alternativas àquelas tradicionais como a formalização de um processo judicial, no caso, a mediação”, concluiu.
Dani Cunha
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