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 21/11/2016   13:30 

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Sim coletivo: mais de 400 casais oficializam união

A reunião de esforços entre Poder Judiciário, Governo do Estado e Defensoria Pública possibilitou que cerca de 400 casais realizassem o sonho de consolidar a união. A cerimônia coletiva foi realizada no ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá, permitindo que os noivos se casassem com tudo que uma cerimonia de casamento exige: tapete vermelho, música, registro fotográfico e culto religioso.
 
O evento reuniu casais de Cuiabá, com renda familiar total de até três salários mínimos. Pessoas como José Ricardo Grillaud e Fátima Aparecida Grillaud. Eles se conheceram há 28 anos, de um relacionamento fugaz nasceu um filho, mas o casal nunca mais se encontrou, até que no ano passado eles se reencontravam. José Ricardo reconheceu o filho no Programa Pai Presente e, para selar de vez a união, resolveu se casar. O registro oficial do casamento foi uma exigência de Fátima. “Dessa vez ele não vai mais desaparecer por 28 anos”, brinca a noiva. Mas o casal sabe a importância de oficializar a união. “Com o casamento temos mais respeito perante a família e a sociedade”, afirma José Ricardo.
 
O Poder Judiciário, por meio da Justiça Comunitária, deu todo o suporte para a realização das ações, recebendo as inscrições e realizando o encaminhamento dos casais. Além disso, os agentes da Justiça Comunitária trabalharam no casamento social, auxiliando e conduzindo os noivos. O juiz coordenador do Programa Justiça Comunitária, José Antonio Bezerra Filho, explica que a proposta é promover a inclusão dessas famílias e levar apoio em um dia tão especial. “Nossa equipe trabalha com muito carinho para garantir a felicidade dessas pessoas, que estão cheias de esperança em começar uma nova vida, pois o casamento é o ápice de uma união”, enfatiza.
 
O casamento social já passou por 13 municípios e promoveu a união de mais de mil casais. O secretário estadual de Trabalho e Assistência Social, Valdiney de Arruda, explica que além de realizar uma cerimônia, a proposta é possibilitar que os casais tenham acesso à documentação básica para que possam se integrar de fato à sociedade. “Nossa ação e de nossos parceiros é para consagrar a cidadania, permitindo que essas pessoas regularizem a união e tenham condições de acessar também os programas sociais do governo”, explica.
 
Dois cartórios da Capital registraram as uniões, permitindo que os casais já saíssem da cerimônia com a certidão de casamento em mãos, sem custo algum. Para o casal Gelison Rezende e Dagma da Silva Rezende, a certidão de casamento era o único documento que faltava. Eles vivem juntos há oito anos e já têm uma família completa. Os filhos entraram junto com eles na cerimônia. As despesas com o casamento sempre foram um obstáculo para oficializar a união. “Agora ficou mais fácil, não poderíamos perder a oportunidade”, afirma Dagma.
 
Para Cláudio da Fonseca e Angélica Fernandes da Fonseca, que também já vivem juntos, o casamento social foi a oportunidade de regularizar a união. “É importante ter o registro, mais importante ainda é receber a benção de Deus”, afirma Angélica. “Nossa união é solida, mas é sempre bom ter uma segurança a mais, e a certidão de casamento faz isso”, explica Cláudio.
 
Confira AQUI as fotos do Casamento Comunitário. 
 
Vlademir Cargnelutti/ Fotos: Otmar de Oliveira (F5)
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