Escritora leva papo descontraído para Estação TJ
A paixão pela literatura surgiu ainda criança, através da mãe que cursava letras e sempre fazia trabalhos sobre escritores espanhóis e portugueses. Depois que a mãe mencionou para ela que “a palavra é viva” aquela criança se apaixonou pelas expressões, pelas palavras e pela língua portuguesa. Foi assim que Rafaella Elika começou a sua trajetória. A escritora de 21 anos foi a convidada do programa Estação da Arte, da rádio web do Tribunal de Justiça, desta quarta-feira (7 de dezembro) que, numa conversa descontraída, falou um pouco sobre seu trabalho e da mais recente publicação: ‘Me Literatura’.Aos 15 anos começou a escrever contos e histórias que ia ficando guardados e não parou mais de escrever. Posteriormente começou a publicá-los em um jornal de grande circulação na Capital, além de blogs. Em 2014 se inscreveu num edital para tentar publicar seu primeiro exemplar. Logo em seguida veio a surpresa e a forte emoção ao ver seu nome publicado como um dos contemplados a poder materializar todas as histórias que vinha guardando.
Rafaella recorda que até a publicação do seu livro, no início de 2016, o trabalho foi árduo para definir capa, contra capa, ilustrador e demais tarefas que implicam a publicação de um livro. A editora Carlini e Caniato foi a responsável por materializar esse sonho. A sensação ao saber que havia sido selecionada no edital, conforme ela mesma contou, foi “surreal”, mas melhor foi somente a satisfação de pegar nas mãos o livro pronto, com seu nome estampado na capa. “Foi a melhor sensação da minha vida porque foi algo que eu sempre busquei”.
O foco principal da escritora são relacionamentos e sentimentos. No livro ‘Me Literatura’ Rafaella expressa os sentimentos que traz dentro de si. Ela uniu os contos inéditos sobre amor platônico, traição, flertes, assassinato e diversos outros pontos voltados ao universo das pessoas.
Para o futuro, Rafaella Elika já está com um romance em andamento. Desta vez ela abordará o existencialismo inspirado num trabalho de escola quando tinha cinco anos. “A ideia surgiu de um trabalho que consistia em retirar qualquer recorte e escrever uma historia sobre. Peguei uma imagem de um artista vestido de palhaço e nasceu o nome do livro que é ‘Adota-se um palhaço’, um livro que fala da vida, das angústias, dos nossos pensamentos, enfim, de tudo o que a gente passa”.A escritora agradeceu a oportunidade e destacou a importância do espaço do Poder Judiciário, como a Estação de TJ, de valorizar os artistas pouco conhecidos. “É uma oportunidade dez, com toda certeza. É sempre importante um canal que divulgue novos talentos porque tem muita gente boa e desconhecida. É uma ótima oportunidade de divulgar nosso trabalho”.
Dani Cunha
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