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 19/12/2016   20:21 

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Gestão 2015/2016: compromisso com sociedade

 
Durante a posse da nova diretoria que assumirá a administração do Poder Judiciário de Mato Grosso no próximo ano, o desembargador Paulo da Cunha, atual presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, fez um balanço de algumas das importantes ações dos 23 meses em que esteve à frente do Judiciário Mato-grossense. Na tarde desta segunda-feira (19 de dezembro), no Plenário 1, o magistrado observou que a gestão 2015/2016 trabalhou compromissada com a sociedade.
 
Ele ressaltou que durante estes 23 meses em que atuou como presidente do TJMT, teve “muita bênção, graça, favor divino”, e lembrou que este período deixará saudades. Pontuou ainda que neste mesmo período aprendeu que há ideias e condutas com poder transformador, sendo elas: administrar com amor; ser feliz no caminho; ouvir, esforçar-se para compreender e respeitar o outro; fazer o melhor dignamente, na simplicidade; e também convencer não pela fala, mas pelo trabalho diário.
 
“As adversidades foram muitas e diárias neste biênio de trabalho, mas também foram dias felizes. Esta grande equipe de servidores, a quem sou agradecido, fez nosso caminho animado, respeitoso e fraterno. Promoveu, assim, um caminhar feliz, ainda que desafiador. Implementou meu pedido para que não esperássemos para sermos felizes no final da jornada. Fomos felizes no caminho!”
 
O magistrado destacou ações que foram exitosas como a reestruturação das áreas meio, as quais foram municiadas de condições suficientes para dar suporte à atividade fim do poder – fazer justiça; lembrou da gestão de processos que monitorou e diagnosticou as deficiências do Poder, redesenhou os fluxos de trabalho e ainda apresentou propostas para a otimização dos serviços prestados.
 
“Agradeço o comprometimento e intenso labor dos servidores das áreas afetadas pela consultoria, pois tiveram flagrante sobrecarga de trabalho ao cumularem as atividades cotidianas da área com a reformulação dos processos de trabalho. Isso reflete o compromisso dos servidores deste Poder com a comunidade mato-grossense. E porque não dizer, demonstra que nos esforçamos para administrar com amor. Vale dizer, com paciência, com bondade, sem arrogância, sem vaidade. Cientes que o mais relevante não eram os nossos interesses pessoais, mas a melhoria dos serviços entregues pelo Poder Judiciário à comunidade”.
 
O Processo Judicial Eletrônico, como instrumento para encurtar distâncias, tempo de trâmite processual e gastos na atividade judicial, também foi citado durante o discurso do magistrado. “Creio que a importância e poder revolucionário que o PJe tem só será visível daqui alguns anos. Creio que, nos últimos dois anos, é fato que conseguimos avançar no processo eletrônico. Todavia, a conexão total só será verificável no futuro. E quem e quando de lá do futuro olhar para trás nos verá aqui, nos anos de 2015 e 2016, no árduo trabalho que foi a implantação do PJe em 121 unidades judiciárias”.
 
Sobre o programa o magistrado ainda acrescentou que tem o desejo de que o PJe se torne cada vez mais simples, de fácil manuseio para cada um de seus destinatários, tornando o acesso à justiça e a solução das demandas uma realidade cada vez mais plena e ágil ao jurisdicionado.
 
Paulo da Cunha também destacou os investimentos em equipamentos e em capacitação interna e externa que foram feitos nestes anos, ressaltando que o maior legado, entretanto, foi conectar pessoas, em especial, os usuários do PJe: partes, advogados privados, procuradores de órgãos públicos, promotores de justiça e magistrados.
 
“De todas as milhares de capacitações feitas durante a gestão (foram 4.681 pessoas capacitadas), emociona-me a Escola de Novos Líderes, um projeto de sucesso que semeou futuros administradores para o Poder Judiciário e, sem dúvida, ajudou a edificar os sonhos dos servidores que para ele foram selecionados. Gestão de pessoas se faz com capacitação continuada. (...) Servidor público capacitado, respeitado em seus direitos e reconhecido por seus méritos serve ao público de forma mais adequada e, por conseguinte, cumpre sua missão institucional.”
 
Ainda falando sobre pessoas, o magistrado se lembrou das amizades que fez ao longo do caminho e exemplificou que ganhou amigos como a diretora-geral da atual gestão, Suseth Terezinha Metelo Taques Lazarini – “pessoa humana com multi qualidades”. Continuou cumprimentando a desembargadora Maria Erotides Kneip, pela parceria e pelos êxitos alcançados no biênio à frente da Corregedoria-Geral de Justiça, e também a desembargadora Clarice Claudino da Silva, vice-presidente do TJMT e presidente do o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), que transformou o PJMT em referência nacional em conciliação e mediação. Também agradeceu ao Tribunal Pleno, pelo apoio e solidariedade de todos. O agradecimento especial, entretanto, ficou para sua amada esposa, Marinete Cunha, pelos inúmeros momentos de ausência em casa, que o cargo exigiu.
 
“Meu sentimento, neste momento, é de missão cumprida. Sinto-me feliz. Mais feliz que dois anos atrás. Mais feliz que ao início da gestão. Pois tenho consciência que nossas decisões, ações, exemplos, enfim, tenho ciência que o serviço que prestamos durante este biênio transformou positivamente muitas vidas, concretizou sonhos, pacificou situações, acolheu excluídos, fomentou o pertencimento, fez, por assim dizer, a diferença”.
 
Ao concluir sua fala, o magistrado desejou ao desembargador eleito, Rui Ramos Ribeiro, muitas bênçãos durante nos próximos anos. “A Vossa Excelência, desembargador Rui Ramos, presidente eleito para o biênio 2017/2018, cuja capacidade e espírito público são de todos conhecido, desejo todas as benções, todos os favores divinos, mormente porque, quando o administrador público é abençoado, a graça repercute em todos os servidores e na qualidade da prestação do serviço público.”
 
Leia AQUI a íntegra do discurso e AQUI o relatório da gestão conduzida pelo desembargador Paulo da Cunha.
 
  
Abaixo saiba mais sobre a posse:
 
 
 
 
Keila Maressa
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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