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 30/12/2016   17:30 

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Projeto envolve recuperandos de Juara

 

 

O Projeto Nova Chance foi implantado em 2013 e reativado este ano por meio de parceria entre a Comarca de Juara, Cadeia Pública e a Prefeitura Municipal. O programa organizado pela direção da unidade prisional, da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), realiza a fabricação de móveis e utensílios de madeiras.


As peças são preparadas por um grupo de cinco recuperandos, que atuam diariamente, durante oito horas, na produção desses objetos. De acordo com o diretor da Cadeia Pública de Juara, Flávio Pompeu, a seleção dos presos para participar do projeto é feita levando em consideração o comportamento e a disposição. “Não forçamos nenhum deles a participar, mas o comportamento é determinante”, diz o diretor, acrescentando que quem frequenta o projeto está empenhado em cumprir a pena e sair com uma profissão. 

 

Adriel Messias de Oliveira, 28 anos, é um dos presos que participa da fábrica de móveis e utensílios. Antes de entrar para o tráfico de drogas, teve experiência como marceneiro. Após a condenação de seis anos de prisão, aderiu ao programa e quer sair especialista nesse ramo. Ele já cumpriu um ano e nove meses da pena. “Não vejo a hora de deixar a prisão. Estou tendo uma oportunidade e quero aproveitar”, assegura Adriel, que é pai. De acordo com ele, a vida tomou outro rumo com o projeto. “Quero trabalhar e criar meu filho”, frisa.

   

A produção das peças é feita dentro da unidade prisional, e as máquinas foram cedidas pela prefeitura. As madeiras utilizadas na fabricação são oriundas de apreensão. Segundo o juiz Fabrício Sávio da Veiga Carlota, diretor do Fórum de Juara, o projeto faz a diferença na vida de todos os envolvidos. “Quem adere a essa oportunidade ganha uma nova direção na vida. É fantástico”, afirma o magistrado.

   

Parte da produção foi exposta, pelos próprios marceneiros, durante a solenidade de inauguração da obra de reforma e ampliação do Fórum de Juara, na terça-feira (27). Os preços são abaixo do mercado, e a venda é feita também na cadeia pública. A participação do recuperando também conta na remissão da pena. Três dias trabalhados diminuem um dia da condenação.  

   

Ele conta ainda que a ala que abriga os presos marceneiros e mais um grupo de recuperandos é tranquila. “O comportamento deles ajuda no processo de recuperação”, pontua Pompeu, acrescentando que, com exceção do Adriel Messias, nenhum dos que fabrica os móveis tinha conhecimento sobre marcenaria. “Com isso, o Adriel ensina os demais e o resultado são peças bem feitas”, justifica o diretor. Pompeu lembra que o dinheiro arrecadado com a comercialização é revertido para a melhoria da cadeia pública, e a aplicação da obra é definida pelo Conselho da Comunidade de Juara.  

  

Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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