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 04/02/2016   19:39 

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Nupemec capacita instrutores para oficina

Servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) participaram, de segunda a quarta-feira (1 a 3 de fevereiro), na Escola dos Servidores do Poder Judiciário, da Oficina de Parentalidade Simulada. O treinamento, realizado pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec-MT), foi destinado aos instrutores, que são os facilitadores da Oficina de Parentalidade Real, que acontecerá no dia 26 deste mês.
 
 
A oficina real será promovida uma vez por mês pelo Núcleo e é destinada a pais e filhos que estão com processo de separação judicial, de alimentos, de guarda ou qualquer outro problema tramitando nas Varas de Família de Cuiabá. As partes envolvidas foram convidadas pelos respectivos magistrados para participar dessa oficina.
 
O objetivo é fazer com que os envolvidos entendam que a ruptura é do casal e não da família, e para dar suporte para que essa coexistência, a partir desse evento de ruptura, se dê da melhor forma possível para os menores envolvidos.
 
De acordo com a organizadora da oficina simulada, Sílvia Melhorança, o curso foi ministrado por pessoas formadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Com base neste treinamento, os monitores aplicarão as atividades e exercícios ali versados com os pais, crianças e adolescentes durante as oficinas reais. “O objeto que esses facilitadores vão lidar é delicado, porque são as questões familiares e o CNJ desenvolveu essa oficina de parentalidade exatamente para proteger os interesses da criança e adolescente durante o período da separação. A gente precisou estudar muito, treinar muito para oferecer um serviço de qualidade”.
 
Conforme Sílvia, o processo de separação, por si só, já é bastante estressante e muitas vezes traumático para os filhos. Em decorrência disso, o CNJ, numa política pública, instituiu as oficinas de parentalidade para diminuir os impactos (na criança e adolescente) dos efeitos da separação.
 
“Muitas vezes os pais, durante o processo de separação, confundem as ocorrências internas desse processo porque o que se separa é o homem da mulher, o marido da esposa. Não há separação do pai e da mãe, porque pai e mãe é uma relação que eles estabelecem com o filho. É isso que mostramos na oficina: que não há ruptura dos laços familiares entre pai, mãe e o filho. Às vezes a pessoa perde um pouco essa noção e acaba dividindo a criança ou o adolescente, fazendo com que eles tomem partido de um ou de outro, gerando conflito dentro dessa criança que daqui a pouco vai dar respostas socialmente negativas”, discorreu.
 
O foco da oficina real, segundo Sílvia Melhorança, se reproduz nas três faixas etárias: para os pais, adolescentes e crianças, cada um com um enfoque. As crianças fazem atividades lúdicas, os adolescentes atividades lúdicas e reflexivas, e os adultos fazem atividades reflexivas. Com essas atividades busca-se fazer com que as crianças e adolescentes entendam a situação e, no caso dos adultos, para que eles possam entender exatamente o que está acontecendo com os seus filhos durante a separação.
 
A expectativa da organizadora em relação à oficina real é que os pais compareçam e que aproveitem bem tudo aquilo que for dito ou proposto, uma vez que todo o conteúdo foi pensado por pessoas capacitadas. Vale ressaltar que as oficinas reais são fechadas, restritas apenas aos pais/famílias que forem encaminhados pelos magistrados.
 
A oficina de parentalidade é um tipo de atividade que começou nos Estados Unidos e no Canadá. A ideia foi trazida e adaptada à realidade brasileira pela juíza Vanessa Aufiero da Rocha. Os resultados foram tão positivos que o CNJ adotou e assumiu como política institucional e agora determina que todos os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) promovam essas oficinas em parceria com as Varas de Família, que fazem a indicação das pessoas. Em Cuiabá as atividades serão realizadas pelo Nupemec.
 
Vamos doar? - Para o desenvolvimento das atividades lúdicas das oficinas de parentalidade, com as crianças e adolescentes, o Nupemec-MT está recebendo doações de materiais, como sucata (todos os tipos de garrafinhas, potes, latas), garrafas pet, caixas de leite, tampinhas, linhas, lã, cartolina, papel, canetinhas e lápis de cor. Os interessados em doar podem entregar diretamente na sede do Núcleo, que fica no Anexo Desembargador António Arruda, em Cuiabá.
 
Para mais informações, entre em contato pelo telefone (65) 3617-3959.
 
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Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
(65) 3617-3393/3394/3409