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 15/03/2016   11:51 

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Justiça Comunitária combate mosquito Aedes aegypti

O combate ao mosquito Aedes aegypti, em Cuiabá, ganhou reforços. Os agentes de justiça e cidadania do programa Justiça Comunitária, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, têm visitado os bairros da capital mato-grossense para, além de informar sobre direitos e a importância da mediação de conflitos, alertar os moradores sobre os cuidados com o ambiente doméstico.
 
Um dos bairros que recebeu orientações dos agentes foi o Jardim Florianópolis, que possui uma base da Justiça Comunitária. Sem pavimentação, com diversos terrenos baldios e córregos a céu aberto, o cenário se mostra favorável à proliferação do mosquito.
 
Durante a visita, em uma das casas, a agente Silvia Adriana Soares encontrou Dalviana Pereira dos Reis, uma jovem estudante de 18 anos, grávida de cinco meses da tão esperada Agatha Vitória.
 
Na casa da estudante, nenhum foco do mosquito foi encontrado. “Eu percebi que a moradora se previne bastante”, comentou a agente. Ciente dos problemas existentes no bairro em que mora, Dalviana afirma que procura deixar sua casa sempre arrumada. “Eu cuido da caixa d’água e dos vasos de planta”, destacou a estudante.
 
Preocupada com a epidemia do Zika Vírus e com os casos de microcefalia, Dalviana afirma que, além de reforçar os cuidados particulares, os vizinhos também estão engajados na luta contra o mosquito. “Eu tenho passado repelente e usado calça na parte da tarde. Além disso, agora que eu estou gestante, os vizinhos me ajudam, porque não é fácil só eu cuidar e eles não, né?”.
 
A agente comunitária orientou os moradores sobre a importância do combate aos mosquitos e deixou claro que a pior punição para os que não colaboram é a própria doença transmitida pelo Aedes aegypti. “É uma preocupação muito grande isso que vem acontecendo”, comentou. “Antes era uma coisa pequena e agora ficou grande, então a gente tem que ter esse cuidado. Se ela engrandeceu dessa maneira, é porque o cuidado não foi feito antes, né?”.
 
Prevenção – Ainda não existe tratamento para as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. No entanto, é possível tratar seus sintomas, com o uso de antialérgicos e muita hidratação. Por isso, a prevenção é a única arma contra o mosquito.
 
Qualquer vasilhame, copo plástico, latinha, embalagem, lixeira e até tampinha de refrigerante pode se tornar criadouro do mosquito. Segundo dados divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 70% do total de mosquitos adultos são reproduzidos em grandes criadouros, como barris d’água e grandes reservatórios. Por isso, é importante não deixar recipientes abertos ou com a boca para cima, para evitar o acúmulo de água.
 
 
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