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 08/03/2016   15:01 

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Mulheres do Judiciário mostram determinação

Nesta terça-feira (8 de março), Dia Internacional da Mulher, a Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) apresenta a história de três mulheres que mostram superação e determinação em melhorar de vida, e também proporcionar dias de dignidade à própria família por meio do emprego - que pode até não ser o que elas inicialmente imaginavam, mas que abraçaram com garra para garantir seu sustento. Enfim, elas acolheram as oportunidades que a vida lhes ofereceu.
 
Eliza, Mirian e Jaqueline trabalham no TJMT e valorizam muito o emprego que têm. Todas sonham com uma carreira profissional e sabem que na sociedade as mulheres já conquistaram muita coisa, porém, ainda há muito a ser conquistado.
 
Todas elas reúnem características femininas primordiais para executarem suas funções na sede do Judiciário. Sensibilidade, visão aguçada para resolverem questões delicadas, competência, bom humor e, claro, a vaidade feminina que sempre está presente.
 
Aos 36 anos, Eliza Gomes Pereira, mensageira há quase um ano, entrega correspondências na sede do Tribunal e no Anexo António de Arruda. Mãe de três filhos, ela conta que antes de conseguir esse emprego, trabalhava como pintora de paredes das casas do projeto Minha Casa Minha Vida. O contrato do serviço chegou e ela ficou desempregada por seis meses.
 
Agora ela tenta se firmar no emprego e diz que sua vida melhorou muito desde então, principalmente pelas atuais condições de trabalho. Ela diz que o período em que ficou sem emprego foi muito difícil, porque cria os filhos sozinha, por isso está sempre buscando adquirir conhecimento para melhorar cada dia mais. “Para mim está sendo muito bom esse emprego. Conheço novos departamentos. Me sinto uma guerreira, estou feliz com a minha profissão e está sendo uma nova descoberta na minha vida. Cada dia é um aprendizado”.
 
Com Ensino Médio completo e curso técnico de administração, por seis anos a auxiliar de serviços gerais Mirian Auxiliadora Bilio de Aguiar Silva, de 51 anos, trabalhou no Pronto Socorro de Cuiabá e por quatro anos no Hospital das Clínicas como auxiliar de farmácia. Após sofrer um acidente ao cair de uma escada, ficou dois anos parada. Quando voltou a procurar emprego na área, não conseguiu nenhuma oportunidade porque, segundo ela, a concorrência já era muito maior.
 
Casada, com um filho de 22 anos que está concluindo a Faculdade de Música da UFMT, Mirian disse que não poderia ficar sem trabalhar e resolveu aceitar a proposta na área em que atua hoje. Ela lembra que quando chegou à sede da empresa terceirizada que a contratou, a secretária (que havia estudado com Mirian) perguntou se ela realmente aceitaria o emprego de serviços gerais. A resposta foi imediata. “Aceitei com as duas mãos, com garra. Eu encaro qualquer coisa, até se for para cuidar de carro no Tribunal eu vou encarar e hoje estou aqui”.
 
Desde 2 de março de 2015 como funcionária no Tribunal, Mirian afirma que esse é um emprego digno, como qualquer outro. “Pode ser comparado a alguém que tem um doutorado ou alguém que pode estar trabalhando numa sala com ar condicionado, porque não estamos roubando nada de ninguém. Estou fazendo um serviço de limpeza, ajudando este lugar a ficar limpo. É um serviço fundamental. Imagina se não fosse a gente aqui, estaria tudo sujo”, observou.
 
A auxiliar de serviços gerais conta que em meio aos baldes, rodos, vassouras e luvas, sempre têm aquelas pessoas que agradecem e até elogiam seu serviço. “Sempre faço meu serviço alegre, vivo cantarolando. Agradeço todo dia porque a crise está muito grande e uma forma de agradecer é cantando e mostrando para todo mundo que eu gosto do que estou fazendo. Tenho muito orgulho da minha profissão”.
 
A encarregada de motoristas do TJMT, Jaqueline Cruz dos Reis Silva, 33 anos, é formada em Publicidade e Propaganda e está fazendo MBA em Liderança e Coaching. Há mais de quatro anos ela atua no setor de transportes e lidera uma rotina com dezenas de motoristas do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
Ela recorda que no início foi desafiador executar a nova função, já que sua experiência era na área do secretariado. “Senti um pouco de medo, mas não desisti. Criei coragem e disse que enfrentaria esse desafio. Adotei o meu jeito para lidar com as situações e a personalidade de cada um do setor. E já estou aqui há quatro anos e meio”.
 
Jaqueline fala que estar num cargo como esse não é fácil, já que são vários tipos de perfis, idades bem diferentes e, por isso, tem que saber conversar na hora certa, como dizer e como fazer as solicitações, sempre com jogo de cintura, sorriso no rosto e muita educação. “Não adianta dar ordens e sim mostrar como é o atendimento certo em cada setor. Hoje estou me dando muito bem com eles. Eu consigo passar para os motoristas como eles têm que atender as pessoas”.
 
Para ela, trabalhar no Tribunal de Justiça é sinônimo de alegria e satisfação. Ela diz que é um conjunto de fatores: trabalha num local que gosta, é uma profissão que gosta e é muito bem tratada. “O que eu primo é mostrar um bom trabalho. O mundo hoje está sendo dominado pela mulher. Com jeitinho, cada uma delas consegue lidar no setor em que trabalha, independente da função”.
 
E são histórias como essas, marcadas pela superação e com vontade de seguir adiante na busca sempre de dias melhores, num caminho trilhado com muito trabalho, com honra, que comemoramos mais um Dia Internacional da Mulher, que todos percebem que, de frágil, não tem nada.
 
Quantas são no Brasil?
  
Mulheres nas comarcas – 2.589*, sendo 61,2%;
Mulheres no TJMT – 953**, representando 64,8% do total de servidores;
Mulheres no Poder Judiciário – 3.542*, ou seja, 62,1% do efetivo total;
Mulheres em Mato Grosso – 1.485,586 milhão***;
Mulheres no Brasil – 97.348,809***.
 
*efetivas/comissionadas/juízas de paz
**efetivas/comissionadas
***Segundo senso demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE)
 
Saiba mais:
 
 
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
(65) 3617-3393/3394/3409