Judiciário na Escola: delegado faz palestra em VG
A Escola Municipal Júlio Domingos de Campos, localizada no bairro Capão Grande em Várzea Grande, recebeu o delegado de polícia Bruno Lima Barcellos, na tarde de segunda-feira (25 de abril), para falar aos alunos e professores do ensino médio. A palestra foi realizada por meio do Programa ‘Poder Judiciário na Escola’, desenvolvido pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) com objetivo de esclarecer estudantes da rede pública e particular acerca das funções, atividades e órgãos do Poder Judiciário.Cerca de 50 estudantes entre 14 e 16 anos participaram da palestra. O delegado Bruno Barcellos explicou para a turma a função da Constituição Federal, a estrutura dos três poderes e a importância de saber sobre esses assuntos. “A Constituição serve para orientar sobre os nossos direitos e deveres, que regem a convivência em sociedade”, frisou o delegado, usando exemplos de crimes e punições.
Para a estudante do 9° ano Debhora Oliveira Bicudo, de 14 anos, a palestra possibilitou a aquisição de novos conhecimentos. “Gostei da palestra e achei legal. Tinha coisas que eu não sabia, como por exemplo, que não existe a pena de prisão perpétua no Brasil. E achei interessante saber mais sobre os três poderes, não conhecia essa divisão exatamente”, contou.
Além dos alunos, os educadores também interagiram e esclareceram dúvidas. O professor de português João Nascimento gostou da iniciativa e pediu mais visitas do Judiciário. “A palestra foi bem proveitosa, deveria ter mais encontros como esse para poder abordar outros assuntos e auxiliar na prevenção contra as drogas e a criminalidade”, propôs. Já Delina Maria, professora há 20 anos, considerou importante levar instrução aos alunos, especialmente em uma região carente. O delegado surpreendeu um dos estudantes ao perguntar o que mais tinha despertado o interesse dele durante a palestra. Emerson, de 15 anos, respondeu que gostou de saber a respeito do voto aos 16 anos. Bruno Barcellos explicou que nessa idade o voto é facultativo e que passa a ser obrigatório a partir dos 18 anos. O palestrante elogiou a participação do público. “Foi excelente, interagiram bastante e demonstraram interesse. Esse programa tem caráter de inclusão social e isso é muito bom. Espero ter colaborado para a promoção da cidadania”, finalizou o delegado.
Agentes da Justiça Comunitária também participaram do encontro e aproveitaram para apresentar o trabalho realizado. “Nós estamos aqui para divulgar os serviços que oferecemos, como orientação jurídica, caso alguém precise de um advogado, atendimento médico, dentário e oftalmológico, além de fazer documentos e o cartão do SUS. É importante que vocês saibam para informar os seus pais e familiares, é um serviço gratuito que a Justiça oferece”, explicou uma das agentes. Leia mais:
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