Ir para o conteúdo principal
Selo de Transparência
Logo CNJ

 19/07/2016   18:55 

Compartilhe: 

Mãe acolhedora relata experiência durante curso

Judite de Andrade Zacarkim é de Cascavel (PR) e passa férias em Cuiabá com os filhos acolhidos Peterson, de 8 anos, e Letícia, de 5 anos. Uma experiência inédita para as crianças que, afastadas da família natural, jamais teriam essa oportunidade se estivessem em um abrigo. Esse é apenas um ponto favorável à família acolhedora quando comparada a uma instituição, em um universo de muitas diferenças. Para falar sobre isso e contar a sua história, a mãe acolhedora foi convidada a participar da capacitação para equipes técnicas envolvidas com acolhimento de crianças e adolescentes em medida de proteção, na última sexta-feira (15 de julho), na Escola dos Servidores do Poder Judiciário Estadual.
 
Dona Judite participa do programa há mais de oito anos. Mãe de três filhos biológicos, ela já foi mãe acolhedora em outras duas ocasiões. O caso mais marcante é do acolhimento de quatro irmãos, que ficaram na casa dela por cerca de oito anos. “Quando chegaram, não sabiam ler e nem escrever, nunca tinham sentado à mesa e não conheciam a estrutura de banheiro”, contou.
 
Segundo ela, no início, foi difícil. Judite se emocionou, chorou ao lembrar-se de determinados acontecimentos, e afirmou que só teve força para levar a história adiante com o apoio dos filhos. “É como se as crianças tivessem vindo com um saco de coisas ruins. Foi necessário trabalhar caso a caso, uma coisa por vez”, relatou, destacando a importância de investir na fé, na religião, seja ela qual for.
 
Atualmente, mesmo morando longe, os irmãos não deixam de visitá-la. Os laços construídos durante anos permanecem firmes. “O acolhimento familiar é envolvimento, é trabalhar com o coração”, ensinou a senhora que está há aproximadamente três meses em uma nova missão, com o casal de irmãos. Antes de conhecerem a dona Judite, eles ficaram por mais ou menos seis meses em um abrigo. Hoje, usufruem o direito constitucional de convivência familiar e comunitária. Sorte do Peterson e da Letícia que agora têm um verdadeiro lar.
 
Curso – A capacitação foi proporcionada pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-MT) nos dias 14 e 15 de julho com o objetivo de iniciar a implantação do serviço de acolhimento familiar em Mato Grosso. Após a sensibilização das servidoras da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) e da Secretaria de Estado e Assistência Social (Setas), de integrantes das equipes multidisciplinares dos fóruns, da Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara) e de magistrados, o próximo passo é promover a capacitação nas comarcas e a articulação juntos aos outros poderes para elaboração e aprovação da lei municipal instituindo esse padrão de acolhimento.
 
Leia mais:
 
 
 
Ana Luíza Anache
Assessoria de Comunicação CGJ-MT
corregedoria.comunicacao@tjmt.jus.br
(65) 3617-3571/3777