Barra do Bugres faz orientações sobre pesca ilegal
A Comarca de Barra do Bugres (168 km a médio-norte de Cuiabá) está promovendo uma campanha de conscientização sobre a pesca ilegal. O objetivo da iniciativa é alertar a comunidade para a necessidade de proteger os recursos pesqueiros e o meio ambiente, e informar sobre a antecipação da piracema. O período proibitivo de pesca em Mato Grosso terá início no dia 1º de outubro e se encerra em 31 de janeiro de 2017.Conforme explicou o juiz Silvio Mendonça Ribeiro Filho, a antecipação foi baseada em um estudo realizado pelo Conselho Estadual de Pesca (Cepesca) que constatou que o maior índice de desova dos peixes se dá entre outubro e janeiro, e não entre novembro e março, como era previsto em períodos proibitivos de anos anteriores.
Passam pelo município de Barra do Bugres os rios Paraguai e Bugres, além do rio Sepotuba, que corre próximo ao município e também é muito frequentado pelos moradores. “A preocupação que levou o Poder Judiciário a desenvolver a companha é que os rios da região são muito ricos em peixe, com grande fluxo de pescadores. Queremos que todos pesquem, mas com a consciência de fazer uso dos meios e instrumentos permitidos e somente a quantidade, tamanho e espécies autorizadas pela Lei Ambiental”, ressaltou o magistrado.
A fiscalização realizada em Barra do Bugres sofre com o efetivo insuficiente da Polícia Militar de Proteção Ambiental, segundo informou o juiz Silvio Mendonça. “Eles têm uma área grande para fiscalizar, vários municípios e muitas funções, como fiscalizar desmatamentos e incêndios. Se a fiscalização fosse maior, acharia muita coisa errada”.
Estiveram reunidos na última sexta-feira (23 de setembro) no Fórum da comarca os juízes Silvio Mendonça Ribeiro Filho, João Filho de Almeida Portela e Melissa de Lima Araújo com representantes das Secretarias de Meio Ambiente e Turismo de Barra do Bugres e municípios vizinhos, a Polícia Militar de Proteção Ambiental, Ministério Público Estadual e Colônia de Pescadores. Dentre os assuntos debatidos para encabeçar a campanha, foram citados a pesca predatória, a necessidade de realizar operações de blitz ambiental, proibições recentes feitas pelo Conselho Nacional de Pesca e Aquicultura, a exemplo do anzol de galho, dentre outros.
A campanha também inclui cartazes orientativos que o Fórum de Barra do Bugres se coloca à disposição para enviar a outras comarcas que contemplem rios piscosos, a fim de difundir a campanha em todo o Estado.Veja mais:
Mylena Brun
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