PNL será novo recurso utilizado pelos Cejuscs
A Programação Neurolinguística (PNL) é mais um recurso ofertado pelo Poder Judiciário do Estado aos gestores e juízes coordenadores dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) de Mato Grosso. O treinamento que será ministrado na Escola dos Servidores do Judiciário, das 8h30 às 18h30, entre os dias 14 e 16 de março, é uma iniciativa do Núcleo Permanente de Mediação e Conciliação (Nupemec-MT).O tema ‘PNL aplicada à solução adequada de conflitos’ é proferido pelo master coaching e especialista na técnica, Bento Augusto da Cunha Santos que explicará, ao longo dos três dias de atividades, qual a definição da PNL e como a metodologia pode ser aplicada pela Justiça para a resolução pacífica de conflitos.
“Em princípio, é preciso definir que programa são os padrões comportamentais que possuímos, neuro refere-se a nossa emoção e linguística a nossa comunicação em si. Itens essenciais para criar um ambiente de harmonia e possibilidade que resultam na conexão necessária para se chegar a um consenso entre as partes”, esclarece o instrutor.
A escolha da temática de acordo com a presidente do Nupemec, desembargadora Clarice Claudino da Silva, tem como finalidade incrementar as técnicas de mediação e conciliação. “Como as ferramentas da PNL tem obtido muito sucesso em outras áreas, então decidimos aprofundar nesta prática que, neste caso, terá como função facilitar a atuação dos integrantes do Cejusc. Queremos motivá-los, fazer com que confiem no seu potencial de doação, de modo que acionem o mecanismo interno de interação e aprimorem a comunicação com os participantes das audiências de conciliação/mediação”.
Simplificação da linguagem que tem como principal mote o aperfeiçoamento de resultados, conforme o coordenador do Nupemec, juiz Hildebrando da Costa Marques. “Temos alcançado ótimos frutos em relação à conciliação e mediação no Estado, mas tudo pode ser refinado, otimizado. Este curso é uma oportunidade para o compartilhamento de boas experiências e o surgimento de novas percepções. Pretendemos fazer com que a autocomposição se torne uma realidade, porém cada vez mais com qualidade e eficiência no atendimento ao jurisdicionado”.A abordagem conceitual foi aprovada pela juíza da Comarca de Chapada dos Guimarães (67 km ao norte de Cuiabá), Silvia Renata Anffe Souza. “A PNL será de grande valia para o Cejusc, já que oferece mecanismos que levam as pessoas a se colocarem no lugar do outro, uma das bases para se chegar ao consenso, a um acordo benéfico para ambos, fator que leva à pacificação social”.
Durante o curso, o instrutor discorrerá ainda sobre os pilares da Programação Neurolinguística que tem como pressupostos que as pessoas respondem a experiência que tem; ter escolha é melhor que não ter; as pessoas fazem a melhor escolha que podem no momento; as pessoas funcionam perfeitamente; toda ação tem um propósito; todo comportamento tem uma intenção positiva, entre outros itens. A carga horária total é de 24 horas.
Viviane Moura/ Fotos: Otmar de Oliveira (F5)
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