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 14/03/2017   14:03 

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PNL será novo recurso utilizado pelos Cejuscs

A Programação Neurolinguística (PNL) é mais um recurso ofertado pelo Poder Judiciário do Estado aos gestores e juízes coordenadores dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) de Mato Grosso. O treinamento que será ministrado na Escola dos Servidores do Judiciário, das 8h30 às 18h30, entre os dias 14 e 16 de março, é uma iniciativa do Núcleo Permanente de Mediação e Conciliação (Nupemec-MT).
 
O tema ‘PNL aplicada à solução adequada de conflitos’ é proferido pelo master coaching e especialista na técnica, Bento Augusto da Cunha Santos que explicará, ao longo dos três dias de atividades, qual a definição da PNL e como a metodologia pode ser aplicada pela Justiça para a resolução pacífica de conflitos.
 
“Em princípio, é preciso definir que programa são os padrões comportamentais que possuímos, neuro refere-se a nossa emoção e linguística a nossa comunicação em si. Itens essenciais para criar um ambiente de harmonia e possibilidade que resultam na conexão necessária para se chegar a um consenso entre as partes”, esclarece o instrutor.
 
A escolha da temática de acordo com a presidente do Nupemec, desembargadora Clarice Claudino da Silva, tem como finalidade incrementar as técnicas de mediação e conciliação. “Como as ferramentas da PNL tem obtido muito sucesso em outras áreas, então decidimos aprofundar nesta prática que, neste caso, terá como função facilitar a atuação dos integrantes do Cejusc. Queremos motivá-los, fazer com que confiem no seu potencial de doação, de modo que acionem o mecanismo interno de interação e aprimorem a comunicação com os participantes das audiências de conciliação/mediação”.
 
Simplificação da linguagem que tem como principal mote o aperfeiçoamento de resultados, conforme o coordenador do Nupemec, juiz Hildebrando da Costa Marques. “Temos alcançado ótimos frutos em relação à conciliação e mediação no Estado, mas tudo pode ser refinado, otimizado. Este curso é uma oportunidade para o compartilhamento de boas experiências e o surgimento de novas percepções. Pretendemos fazer com que a autocomposição se torne uma realidade, porém cada vez mais com qualidade e eficiência no atendimento ao jurisdicionado”.
 
A abordagem conceitual foi aprovada pela juíza da Comarca de Chapada dos Guimarães (67 km ao norte de Cuiabá), Silvia Renata Anffe Souza. “A PNL será de grande valia para o Cejusc, já que oferece mecanismos que levam as pessoas a se colocarem no lugar do outro, uma das bases para se chegar ao consenso, a um acordo benéfico para ambos, fator que leva à pacificação social”.
 
Durante o curso, o instrutor discorrerá ainda sobre os pilares da Programação Neurolinguística que tem como pressupostos que as pessoas respondem a experiência que tem; ter escolha é melhor que não ter; as pessoas fazem a melhor escolha que podem no momento; as pessoas funcionam perfeitamente; toda ação tem um propósito; todo comportamento tem uma intenção positiva, entre outros itens. A carga horária total é de 24 horas.
 
 
Viviane Moura/ Fotos: Otmar de Oliveira (F5)
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