Rede de Frente realiza Corrida Maria da Penha
A Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica de Barra do Garças (a 509km de Cuiabá) e Pontal do Araguaia (a 512km da capital) - a Rede de Frente – realizou no último sábado (18 de março), a primeira Corrida Maria da Penha, em comemoração ao dia internacional da mulher. Criado com o objetivo de chamar a atenção para a questão da violência doméstica contra a mulher, o evento contou com a participação de cerca de 180 pessoas, incluindo atletas profissionais, policiais civis e militares, agentes prisionais e servidores da Politec.De acordo com a juíza Augusta Prutchansky Martins Gomes Negrão Nogueira, representante do Poder Judiciário atualmente à frente da rede, a iniciativa se mostrou de grande importância na divulgação acerca da necessidade de se combater a violência de gênero. Com percurso de 9,5 km, a corrida teve como ponto de partida e chegada a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Barra do Garças.
Segundo Andreia Guirra, representante da Polícia Judiciária Civil e atual presidente da Rede, o objetivo é realizar o evento anualmente. “O sucesso dessa primeira edição com o envolvimento da população de Barra do Garças, de inscritos do Estado de Goiás e de outras cidades mato-grossenses como Cuiabá e Rondonópolis, nos anima a seguir adiante com o projeto”, avalia.
Com premiação de R$ 5 mil, a corrida foi realizada em parceria com o curso de Educação Física da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o Conselho da Comunidade de Barra do Garças. Cada participante contribuiu com um quilo de alimento não perecível no ato da inscrição, que foi doado à Associação de Combate ao Câncer de Mama, entidade filantrópica que auxiliar as mulheres acometidas pela doença e que não possuem condições para a manutenção do tratamento.
Conheça - A Rede de Frente realiza ações com o objetivo de reduzir os índices de violência doméstica e garantir a implantação de políticas preventivas e de proteção às vítimas. Um dos diferenciais do trabalho em rede é que ele atende todos os atores envolvidos: vítima, agressor e família. O modelo foi concebido pelo Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública, e ampliado com o passar dos anos. Conheça mais sobre a inciativa aqui.
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