Abril terá dez sessões de júri em Cuiabá
Começam nesta segunda-feira (3 de abril) as sessões do Tribunal do Júri, em Cuiabá. A pauta do mês prevê dez julgamentos de crimes dolosos contra a vida, todos no período vespertino, presididos pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, titular da 1ª Vara Criminal da capital. Alcides Alves Bueno está sendo julgado desde as 13h pelo homicídio de Joaquim Marciano da Silva, ocorrido em julho de 2005, no bairro Parque Cuiabá. De acordo com o processo, o denunciado efetuou disparos de revólver contra a vítima. Eles estariam negociando entre si a venda de uma casa no valor de R$ 19 mil. Contudo, Alcides desistiu de comprar a casa de Joaquim causando-lhe prejuízo, uma vez que, ele - contando com o negócio fechado e com o recebimento do dinheiro - havia dado um sinal de R$ 1,7 mil na compra de uma pequena chácara. Esse seria o motivo do impasse entre eles e do crime. No dia dos fatos, a vítima caminhava pela rua quando foi chamada pelo denunciado que, de imediato, efetuou os disparos e depois fugiu do local.
Amanhã (4 de abril) será o julgamento de José Roberto Alves da Silva, por homicídio qualificado pelo motivo torpe (vingança) e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima (surpresa). O crime contra Waldemilson Lucas de Souza foi em setembro de 2007, no bairro Pedra 90. Conforme a denúncia, a vítima morreu com golpes de faca. O assassinato teria sido motivado por uma briga ocorrida dias antes.
De 5 a 14 de abril não haverá sessões. O júri volta a se reunir no dia 17 de abril para julgar Domingos Sávio Ribeiro Barros, acusado de desferir disparos contra José Domingos de Almeida após agredi-lo com socos, não consumando o intento criminoso por circunstâncias alheias a sua vontade. O crime foi em agosto de 2006, no Distrito da Guia.
Segundo o processo, “o denunciado acusou a vítima de estar espalhando boatos contra sua pessoa em suposto envolvimento com um golpista chamado Júnior, que comprara gado de diversos pecuaristas com cheques roubados”. Esse julgamento estava agendado para 23 de janeiro, entretanto, ante a impossibilidade do advogado do réu atuar no julgamento devido a problemas de saúde, foi redesignado.
Confira AQUI a pauta completa de abril.
Ana Luíza Anache | Foto capa: CNJ
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